O candidato do PT à Presidência da República e presidente de honra do partido, Luiz Inácio Lula da Silva, cobrou ontem que cada militante assuma a campanha do partido, ‘‘24 horas por dia’’, para conseguir reverter o favoritismo do presidente Fernando Henrique Cardoso na eleição de 1998.
‘‘Não dá para contar apenas com o horário eleitoral’’, afirmou ontem, após participar de reunião do diretório nacional que discutiu os primeiros passos da campanha. ‘‘São apenas 18 programas; é pouco para ganhar a eleição e fazer frente aos US$ 400 milhões de dólares que o FHC tem para a publicidade do Brasil em Ação’’, completou.
Um dia após o ato do lançamento da candidatura, realizado pelo partido em Brasília, Lula convocou a imprensa para reforçar a decisão de se candidatar. ‘‘Estou (candidato), sou e vou trabalhar para ganhar as eleições’’, afirmou ontem. No dia do ato, Lula chegou a declarar que estava candidato, mas ficaria feliz sendo cabo eleitoral.
Para justificar o desânimo, o candidato que concorrerá pela terceira vez à Presidência da República disse: ‘‘Durante três anos, trabalhei com a idéia de que não seria o candidato.’’ Lula explicou ainda que mostrou aos petistas todos os problemas da candidatura e, mesmo assim, o PT quis que ele fosse o candidato.
A oficialização da candidatura só será feita em março, no Encontro Nacional do PT, marcado para o dia 7. Até lá, o partido espera ter fechado a frente de oposição, com PDT, PC do B e PSB.

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