Lula assume negociação para aprovar reformas tributária e previdenciária
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quinta-feira, 17 de abril de 2003
Agência Estado 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai-se empenhar pessoalmente para convencer deputados, senadores, sindicalistas, empresários e a opinião pública sobre a importância e necessidade para o País da aprovação das reformas tributária e previdenciária no Congresso. Ciente de que as propostas acertadas anteontem com os governadores desagradam à ala radical do PT, o presidente já mandou seu recado: aceitará divergências públicas durante a discussão das medidas, mas na hora do voto o PT terá que manter sua tradição e seguir a orientação partidária. Lula vai repetir pessoalmente, no encontro que terá com as bancadas petistas no Congresso, na próxima terça-feira, o alerta sobre o comportamento que espera dos companheiros de partido.
O presidente vai aproveitar a intensa agenda de viagens pelo País nos próximos dias para intensificar o papel de garoto-propaganda das reformas, como tem feito desde a posse. Também poderá aparecer nas peças publicitárias em defesa das reformas, que começarão a ser veiculadas no rádio e na televisão. Na segunda-feira, ele irá a Belo Horizonte, Ouro Preto (MG) e Vitória (ES), onde ficará até terça-feira.
Sua grande ação de marketing pelas reformas será no dia 30, quando planeja levar pessoalmente as propostas ao Congresso. A idéia é ir acompanhado pelos governadores. Detalhes como o horário e a forma do deslocamento ainda não foram definidos. A comitiva deverá reunir-se antes no Palácio da Alvorada ou do Planalto e, de lá, seguir para o Congresso.
Embora esteja aberto ao diálogo com todos os setores da sociedade, não há encontro previsto do presidente Lula com radicais petistas, como o deputado João Batista, o Babá (PT-PA) - que tanto barulho fez antes da aprovação da emenda que permitiu fatiar a regulamentação do sistema financeiro e que promete votar contra a reforma da Previdência, qualquer que seja a punição do partido.
Deu novo ânimo ao presidente o apoio dos governadores às reformas sem ceder em pontos como a repartição, com os Estados, dos recursos arrecadados com contribuições federais, como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) - reivindicação feita pelos governadores tucanos.


