Rio de Janeiro - O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem duvidar que os partidos da base governista –PSDB, PMDB e PFL– saiam com candidaturas separadas à eleição deste ano. ‘‘Eu não acredito nisso. Acho que todos, no fim, vão se unir.’’
O petista não quis comentar as pesquisas dessa semana do Ibope e CNT/Sensus que registraram a ascensão de Anthony Garotinho. ‘‘A única coisa que eu sei é que toda a direita desse país e todos os governadores estão frequentando tudo quanto é lugar sagrado, terreiro de umbanda, para encontrar um jeito de o PT não ganhar essas eleições’’, disse Lula em tom irônico.
Para ele, a grande discussão dessa eleição vai se dar sobre os graves problemas sociais do País e só em abril será possível falar de candidaturas consolidadas. ‘‘Vai chegar o momento em que os times vão entrar em campo. Aí, quem tiver time ganha e quem não tiver perde’’, disse.
Lula não poupou críticas à candidatura de Roseana Sarney, que chamou de ‘‘pirotecnia’’, e à propaganda do PFL que tenta relacionar o PT à situação argentina. ‘‘Outro dia a Roseana insinuou que, se o PT ganhasse, o Brasil poderia virar a Argentina. Argentina era quando o pai dela (o ex-presidente José Sarney) governava e a inflação chegou a 80% ao mês’’, afirmou.

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