Lula aposta em união da base governista
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2002
Agência Folha 
Rio de Janeiro - O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem duvidar que os partidos da base governista PSDB, PMDB e PFL saiam com candidaturas separadas à eleição deste ano. Eu não acredito nisso. Acho que todos, no fim, vão se unir.
O petista não quis comentar as pesquisas dessa semana do Ibope e CNT/Sensus que registraram a ascensão de Anthony Garotinho. A única coisa que eu sei é que toda a direita desse país e todos os governadores estão frequentando tudo quanto é lugar sagrado, terreiro de umbanda, para encontrar um jeito de o PT não ganhar essas eleições, disse Lula em tom irônico.
Para ele, a grande discussão dessa eleição vai se dar sobre os graves problemas sociais do País e só em abril será possível falar de candidaturas consolidadas. Vai chegar o momento em que os times vão entrar em campo. Aí, quem tiver time ganha e quem não tiver perde, disse.
Lula não poupou críticas à candidatura de Roseana Sarney, que chamou de pirotecnia, e à propaganda do PFL que tenta relacionar o PT à situação argentina. Outro dia a Roseana insinuou que, se o PT ganhasse, o Brasil poderia virar a Argentina. Argentina era quando o pai dela (o ex-presidente José Sarney) governava e a inflação chegou a 80% ao mês, afirmou.


