Lula ameaça estabilidade, diz ACM
Ele afirma que candidato do PT não está preparado para governar e que o único caminho para a estabilidade é FHC
Agência Estado
O presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse ontem que a candidatura Luiz Inácio Lula da Silva é uma ameaça à estabilidade econômica do Brasil. ‘‘Fora daí (da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso) seria o caos’’, disse. ‘‘Quem quiser o caos tem outras soluções, mas para quem quer a estabilidade é esta (Fernando Henrique).’
ACM afirmou que irá participar ‘‘informalmente de tudo o que disser respeito’’ à reeleição de Fernando Herinque. ‘‘É o que o País deseja e é uma coisa indispensável para a estabilidade do País, para a competência predominar na administração pública.’ O senador quis deixar claro que se referia a Lula e não ao candidato do PPS, Ciro Gomes. ‘‘O Ciro Gomes ainda não está numa disputa efetiva’’, disse. ‘‘Falei em relação ao Lula, com quem tenho relações pessoais, mas acho que o próprio PT sabe que o Lula não tem condições de governar o País.’
O senador baiano ressaltou a importância da conquista da estabilidade econômica para os avanços sociais no Brasil. ‘‘Custou muito a se encontrar (a estabilidade econômica) e ele (Fernando Henrique) encontrou a estabilidade do real e o controle total da inflação’’, disse. Para Antônio Carlos, é a garantia de uma economia estável que permitirá obras importantes na área social. ‘‘Não tenho a menor dúvida que o presidente vai ter o controle total da credibilidade, dada as obras que realizou e sobretudo o elenco de obras sociais que pretende realizar.’
Ontem, ACM voltou a criticar os erros da área de comunicação do governo. ‘‘Quando se faz a coisa e ela não chega ao conhecimento popular, evidentemente não se tem o devido lucro político’’, disse. ‘‘Na área econômica está muito bem’’, emendou.
Antônio Carlos disse que tem conversado com Fernando Henrique sobre as pesquisas eleitorais - que apontam o crescimento de Lula - a repercussão na mídia e a ação social do governo. ‘‘Em política as conversas são permanentes e os fatos que estão nos jornais tem de ser levados em conta’’, disse. O senador afirmou que está faltando ao presidente capacidade de lidar e aproveitar as oportunidades de falar à imprensa.
O senador lembrou que na semana em que esteve interinamente na Presidência da República abriu o gabinete presidencial para os jornalistas e concedeu duas coletivas. Não nos moldes formais da entrevista coletiva dada por Fernando Henrique na semana passada, nos jardins da Alvorada. Para o senador baiano, neste tipo de entrevista as perguntas são muito longas, ensaiadas, e as respostas maiores ainda.

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