Lula afirma que vai limitar importações
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domingo, 20 de setembro de 1998
Carlos Alberto de Souza Agência Folha 
Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República, disse em comícios realizados em Canoas e Cachoeirinha, na noite de anteontem - duas das cinco cidades da região metropolitana de Porto Alegre visitadas -, que, se for eleito, a partir de 1º de janeiro o Brasil só importará produtos que a indústria nacional não tenha condições tecnológicas de fabricar. Não tenho nada contra importações. Até gosto da massa italiana, mas o que nós queremos é gerar emprego, afirmou.
Da mesma forma que vem fazendo nos seus programas eleitorais, Lula criticou a importação pelo Brasil de um bilhão de litros de leite, água de coco da Malásia e arroz do Vietnã, entre outros produtos que poderiam ser produzidos em maior quantidade pelo país. Ele disse que essa política de não importar produtos com capacidade de fabricação no país geraria mais empregos. Eu serei o presidente do emprego e o Fernando Henrique é o presidente do desemprego, afirmou.
As declarações de Lula nos comícios não foram detalhadas a ponto de se saber se haveria restrições a apenas alguns setores da economia ou se a restrição à importação seria geral. Os exemplos citados pelo candidato, no entanto, se limitaram aos produtos alimentícios.
Lula voltou a criticar o presidente argentino, Carlos Menem, que já manifestou o desejo de que o presidente Fernando Henrique Cardoso seja reeleito. Segundo Lula, Menem tem essa posição porque a balança comercial entre os dois países é amplamente favorável à Argentina. Lula disse ter certeza e fé em Deus de que será vitorioso na eleição.


