Lula afirma que proibir
campanha é ‘hipocrisia’’
Agência Estado
O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, considerou hipocrisia a proibição de campanhas eleitorais antes das convenções partidárias, em junho. Ontem à noite, diante de cerca de 300 sindicalistas, Lula afirmou que o presidente Fernando Henrique Cardoso já está em campanha desde que foi aprovada a emenda da reeleição. ‘‘Por que ele pode e eu não?’, indagou.
Na reunião de ontem, realizada no auditório do Sindicato dos Químicos, Lula assumiu que, ‘‘informalmente’’, já estava pedindo votos. ‘‘Desde o primeiro telefonema da manhã já é campanha’’, disse. Para o petista, a lei eleitoral foi feita para beneficiar Fernando Henrique, pois os partidos terão poucos dias para fazer propaganda eleitoral na TV.
Além de Lula, a plenária do Sindicato dos Químicos teve a participação na mesa da deputada Marta Suplicy, candidata do partido ao governo de São Paulo; do senador Eduardo Suplicy e do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, o presidente do PT, José Dirceu, e representantes de dezenas de entidades sindicais.
Cofres Os candidatos do PT receberam apoio formal da CUT, que também entregou um esboço de programa de governo para Lula. A central também vai formar um comitê sindicalista, com representação em todo o País. No auditório, o clima era de comício. Antes de seu discurso, o candidato à Presidência foi saudado pelo grito de guerra da campanha de 1989 (‘‘Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula’’). ‘‘Aquela rampa está esperando por nós há nove anos’’, discursou Dirceu, referindo-se à rampa do Palácio do Planalto.
Na entrada do sindicato, militantes vendiam cofres de lata para ajudar frente de partidos de oposição. ‘‘Estamos entrando na campanha para valer’’, anunciou o coordenador da Corrente Sindical Classisista, Wagner Gomes, ligado ao PC do B, um dos partidos da aliança que apoia Lula.

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