Lula afirma que não existe uma política para a pesca no Brasil
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domingo, 01 de setembro de 2002
Agência Estado 
Brasília - Seguindo à risca a orientação do governo de não deixar nenhuma crítica sem resposta, o diretor de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Gabriel Calzavara, contestou ontem as afirmações do candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de que não existe uma política para o setor de pesca no País.
Segundo dados apresentados pelo Ministério da Agricultura, desde o ano passado o setor conta uma linha de crédito específica que, para este ano, será de R$ 70 milhões.
Os empréstimos são concedidos aos pescadores com taxas fixas de juros de 8,75% ao ano e incluem todas as espécies de pescado. O limite de empréstimo por beneficiário, que era de R$ 40 mil no ano passado, foi ampliado para R$ 150 mil neste ano, por causa da demanda.
Os R$ 70 milhões previstos para este ano fazem parte de um programa traçado pelo Ministério da Agricultura que prevê a aplicação de R$ 280 milhões para os próximos quatro anos. ''A continuidade dessa linha irá depender, obviamente, do próximo governo'', afirma Calzavara.
O diretor do Ministério da Agricultura informa que desde 1998, quando o setor deixou de ser subordinado ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e passou para o Ministério da Agricultura, a preocupação maior foi a de incentivar a produção nacional, aumentar a renda do pescador e reverter o déficit da balança nacional de pescado.
Dados - ''Os números atestam o sucesso da política que implementamos'', salienta. Calzavara diz que a produção brasileira de pescado, que historicamente se situava entre 600 mil a 700 mil toneladas anuais, passou para 860 mil toneladas em 2000 e para 900 mil toneladas em 2001.


