Lula admite reforma ministerial
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sexta-feira, 21 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já admite uma ampla reforma ministerial em dezembro para ter o PMDB não apenas em sua base de sustentação no Congresso, mas em um projeto político duradouro que inclui as eleições municipais do ano que vem e em sua própria reeleição em 2006. Foi o que revelou ontem o próprio presidente, em almoço no Palácio do Planalto com o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), e os líderes do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e na Câmara, Eunício Oliveira (CE). Também participaram do encontro o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, o líder do governo no Senado, Aloízio Mercadante (SP), e o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP).
''Eu não teria dificuldade nenhuma de pedir a qualquer de meus ministros que me entregassem uma carta de demissão, mas isto não seria bom para o governo nem para o PMDB neste momento'', disse Lula, ao revelar que as mudanças no primeiro escalão do governo ficarão para dezembro. É quando ele pretende pedir a todo o ministério que coloque seus cargos à disposição, com o discurso de que é hora de liberar os ministros que serão candidatos a prefeito em 2004. Segundo um dos participantes do almoço, o presidente acrescentou que a reforma viria não só para reacomodar as forças políticas como para dar novo gás ao próprio governo.
Sentado à cabeceira, com o senador Sarney à sua direita e o ministro Dirceu à esquerda, Lula lembrou as dificuldades que teve para emplacar o então senador José Alencar (PL-MG) em sua chapa, no posto de vice, para mostrar que dificuldades não o impedirão de buscar o PMDB como aliado. Contou que a 15 dias do prazo fatal, Dirceu o procurara para dizer que não tinha mais condições de bancar o PL de Alencar na vice.


