Lula acredita na inocência do irmão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de junho de 2007
Folhapress 
São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou ontem o trabalho da Polícia Federal realizado na Operação Xeque-Mate, mas disse não acreditar no envolvimento de seu irmão Genival Inácio da Silva com o contrabando de peças para caça-níqueis, corrupção e tráfico de drogas.
''Não acredito que ele tenha envolvimento com qualquer coisa. Agora, como presidente da República, se a Polícia Federal tinha uma autorização judicial e o nome dele aparecia, paciência'', disse Lula na Índia.
Genival foi indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário. A PF pediu a prisão de Vavá, mas a Justiça indeferiu o pedido alegando que o tráfico de influência e a exploração de prestígio não beneficiaram a máfia dos caça-níqueis e que ele não faria parte da quadrilha.
Lula afirmou ainda não ter conversado com o irmão sobre o caso. ''Eu sei poucos detalhes, as pessoas ainda não foram ouvidas. O que peço é que a polícia tenha serenidade nas investigações para que a gente não condene inocentes e não venha a absolver culpados.''
A Polícia Federal realizou segunda-feira busca e apreensão na casa de Genival, mais conhecido como Vavá, em São Bernardo, no ABC Paulista.
A Operação Xeque-Mate, deflagrada pela PF nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia e Minas Gerais, prendeu 77 pessoas acusadas de envolvimento em crimes como contrabando de peças para máquinas caça-níqueis, corrupção e tráfico de drogas.
A Polícia Federal anunciou ontem a prisão de mais duas pessoas supostamente envolvidas com a máfia dos caça-níqueis. Nilton Cézar Servo e seu filho, Victor Servo, foram detidos em Uberlândia (MG). Com isso, sobe para 79 o número de presos na operação. Cézar Servo - apontado como suposto chefe da máfia dos jogos - é investigado pela PF por ser dono de máquinas de caça-níqueis em vários Estados. Os dois vão ser levados para Superintendência da PF em Campo Grande (MS), onde ficarão presos e prestarão depoimentos.


