Os peemedebistas do Paraná que pretendem se somar à caravana do PMDB em defesa de candidatura presidencial própria enfrentarão resistências em Santa Catarina. O ex-presidente nacional do partido e prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira (foto), promete empenho total nas costuras em torno da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Em entrevista por telefone à Folha ontem, o peemedebista disse que as pré-candidaturas do ex-presidente Itamar Franco e do senador Roberto Requião ‘‘não unem nem empolgam o partido’’.
Silveira garante que dos 37 votos que os convencionais do seu Estado têm direito no encontro nacional extraordinário do PMDB, dia 8 de março, 30 são favoráveis a uma coligação com o PSDB. ‘‘Só eu tenho dois votos’’, contabiliza o prefeito. Segundo ele, uma aliança agora fortalece o PMDB para 2.002. ‘‘Sou defensor de candidaturas próprias, mas acredito que esse não é o melhor momento. Nenhum dos nomes colocados têm dimensão política’’, observou.
Dirigente do PMDB de 94 a 95, Luiz Henrique da Silveira diz que a postura adotada pelo atual presidente, deputado Paes de Andrade, ‘‘é pessoal’’. ‘‘Ele não poderia agir desta forma em nome do partido’’, avalia. O ex-presidente nacional do PMDB lembra ainda que as campanhas pró-reeleição de Fernando Henrique estão fortes no PMDB do Rio Grande do Sul, Paraíba e Goiás. ‘‘Vamos no dia 8 optar pela coligação’’, aposta.
O líder da bancada do PMDB, Orlando Pessuti, que vai se integrar à caravana comandada pelo prefeito de Contagem e ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso, disse ontem que as declarações de Silveira não intimidam o grupo. ‘‘O Luiz Henrique é um grande companheiro. Esperamos que ele compareça na audiência com o governador Paulo Afonso Vieira, para lá defendermos os nossos argumentos’’, pondera.
Pessuti disse ontem que o embarque dos peemedebistas do Paraná deverá ocorrer na terça-feira. Ele manteve contatos ontem com Milton Buabssi, que hoje entrega oficialmente em Curitiba o comando do PMDB no Estado para o ex-governador Mário Pereira, licenciado da função desde junho de 97. Para Pessuti, o levantamento de Silveira não é preciso. ‘‘Ainda não se sabe quantos convencionais vão votar’’, rebate.

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