LUIZ GERALDO MAZZA
Um caso
Surgiu em Curitiba o primeiro caso de febre amarela, mas não é autóctone, pois a vítima o adquiriu em viagem a uma área endêmica em São Paulo na cidade de Mairiporã. Isso se deu no Natal e os sintomas começaram a aparecer em 30 dias. Depois do isolamento, recebeu alta e está convalescendo em casa. Houve o extremo cuidado das autoridades municipais em evitar um quadro de pânico. Da mesma forma que a migração explica o caso é preciso barreiras, os cordões sanitários, para evitar que pessoas das áreas endêmicas possam difundir a doença.
O riso
Tanto Beto Richa como Rafael Greca celebraram a partilha de grana aos prefeitos, alegria quase carnavalesca, impulso da euforia pelo gol do time marcado (o do prefeito, que é coxa, há tanto tempo devendo) apesar das denúncias da Quadro Negro e no plano municipal no ataque ontem de marginais, com roubo de equipamento, em três escolas. Só neste primeiro mês do ano tivemos 95 assaltos a escolas e a outros próprios como postos de saúde e unidades de proteção infantil. Se dá pra rir agora haverá maior chance no carnaval. Evoê, esquindum, esquindum.
Temer 6%
Quem não tem o direito de festejar é o presidente Michel Temer: pesquisa Datafolha, a mais recente, dá 6% de ótimo e bom e 70% de ruim e péssimo. Desabafou numa entrevista: não vão com a minha cara e lembrou, dias passados, que sugeriram sua ligação com o satanismo. A pesquisa abrange parte da ida do presidente aos programas populares de tv. Ganhou um ponto no ruim e péssimo que estava a 71% e caiu para 70% e subiu no ótimo-bom de 5% para 6%. Está reagindo e nesse ritmo talvez melhore lá pelo meio do ano com os sinais de reação na economia que se processa homeopaticamente.
Drenagem
Dá-se prioridade à pavimentação numa cidade como Curitiba mal servida de drenagem e na Fazendinha houve o caos com a cratera aberta na rua João Dembinski que foi interditada. É mais fácil asfaltar e consequentemente impermeabilizar o ambiente do que drenar.
Em passado distante quando da existência do DNOS, Departamento Nacional de Obras e Saneamento, havia cuidados sistemáticos da área com obras de fôlego como a do canal de desafogo do rio Ivo na altura da praça Osório com vários quilômetros de extensão isso sob Ivo Arzua e empreendimentos como o da canalização do rio Belém na gestão Saul Raiz. Há muito a área se mostra abandonada.
Folclore
Agora não apenas o governador sugere que o secretário de Segurança cai ao voltar das férias. Até o Mauro Ricardo Costa, secretário da Fazenda, na sua entrevista de ontem, em meio aos elogios do ajuste fiscal, deixou bem claro que os problemas da área de segurança não são de investimento, mas sim de gestão.





