Sob prensa de novo
Beto Richa vai ficar de novo sob prensa de Ricardo Barros. Na mais distante, a eleição do Senado, recusou-se a apoiar seu correligionário do PSDB, que era o mais credenciado, Gustavo Fruet, para jogar o peso do seu prestígio, então em alta, a favor do maringaense, com o que garantiu a segunda vaga para Requião, assegurando-lhe a continuidade da carreira naquele momento seriamente ameaçada.
Agora, pelo menos segundo o ministro da Saúde, que anteontem distribuiu recursos generosos por aqui, Beto Richa apostará todas as suas fichas na vice-governadora Cida Borghetti que assume o posto para que o governador dispute uma das vagas ao Senado. Ricardo disputa a Câmara Federal e faz campanha para a dobradinha familiar: a governadora à reeleição e a filha Maria Victória a deputada estadual. A oligarquia luminosa de Maringá com força total.
Se Beto Richa fizer efetivamente essa opção (e ninguém duvida que isso ocorra com a ascendência tantas vezes revelada), terá dado explicação ao fato de Ratinho Junior ter revelado um discreto distanciamento do poder, apoiado na dupla PSD e PSC e mais ainda em frações de outros partidos também integrantes da base aliada atual.
Beto Richa não se constrange em negar apoio, como se viu na eleição senatorial, ao tucano, portanto do seu partido, optando pelo pepista a quem dera uma secretaria no governo que fez Maringá sair à frente de Londrina, sua terra natal, em projetos e investimentos. Decretou também a pobreza de quadros do PSDB, negando-lhe potencial para a sucessão, o que não impede a reverência quase unânime dos seus seguidores.
Afinal, um projeto tão pessoal e pouco agregado partidariamente, prática bem da nossa cultura política, onde impulsos de grupos valem mais do que a mística gremial.

Carne frágil
A delação de Daniel Gonçalves, superintendente regional do Ministério da Agricultor, na Carne Fraca, já homologada pelo ministro Dias Tofolli, compromete figuras do PMDB como Osmar Serraglio e Sergio Souza na partilha de propinas que, como sempre, negam tudo. Vem aí mais desdobramentos fustigando políticos da terra.

Estatuária
Um dos exercícios de irreverência e mau gosto é o de mexer com estatuas como se fez agora com o índio da Praça Tiradentes, entregue por vândalos aos prazeres da pinga e do cigarro. Em passado distante, colocaram um io-iô nas mãos de Rui Barbosa, isso sem falar no hábito de vestir o homem nu da praça 19 de Dezembro com a camisa do time campeão. De qualquer modo, uma demonstração vigorosa de falta de vigilância que leva a atos de depredação como se deu com o busto de ex-reitor e ex-ministro Flavio Suplicy de Lacerda, retirado da frente do prédio da reitoria em ato de violência política.
Não é a primeira e por certo não será a última vez que tiram sarro do mitológico Tindiquera como anteriormente em dia de frio ocuparam-se em agasalhá-lo.

Lula vai
É possível que Lula esteja presente na arregimentação do dia 24 em Porto Alegre. Ele o admitiu como forma de máxima arregimentação política.

Idade penal
Mais uma pesquisa Datafolha mostra o crescimento do apoio a reduzir a faixa etária para atos criminais. 84% querem a mudança, provavelmente motivada pelo clima de insegurança geral e de intimidação. Subiu de 26% para 36% a parcela dos que aceitam redução da maioridade só para delitos graves como homicídio e latrocínio. A resistência a mudanças é um tabu no Brasil quando países de melhor processo civilizatório a adotam até mesmo em pena capital.

Brasil brasileiro
Pedro Fernandes era para ser o ministro do Trabalho até que Sarney interveio para vetá-lo sob o fundamento de sua vinculação ao governo de Flavio Dino, PCdoB, do Maranhão. Agora, quem vai ocupar o posto é a deputada federal Cristiane Brasil, filha do Roberto Jefferson, comandante do PTB e o homem que deflagrou o mensalão.

Dengue
E a dengue voltou com força e o levantamento mais recente acusa 340 casos e o cetro de maior incidência é Maringá, terra do ministro Ricardo Barros onde perdeu a eleição de prefeito.

Estagnação
Apesar de sinais em contrário, até porque se prevê uma exasperação do consumo em 2018, consultores do Banco Central afirmam que o desemprego persistirá com tendência entre 10 a 12% em quadro de estagnação. Como se percebe as mudanças da CLT não refrescam.

Folclore
Na guerra do pente, só a intervenção militar com os blindados pôs fim aos três dias de sítio a que Curitiba fora condenada ante a impotência da Polícia Militar. Repórteres dramatizavam nas rádios os acontecimentos e um deles lembrou que enquanto o povo era espaldeirado nas
ruas havia uma festa na mansão dos Caluf, que celebrava a ordenação do padre Emir, e a patuleia foi lá e atirou uma pedra no carro do comandante da 5ª Região Militar, o que teria dado o sinal da intervenção.

mockup