Quebrado, não trincado
A cada momento há um fato para mostrar que o governo do Paraná, não a sua economia, quebrou. Não é trinca, é quebra mesmo. Obviamente, não está na escala do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, aos quais se refere para sugerir uma saúde de vaca premiada. Como tem base aliada forte e uma oposição nanica, deita e rola, inclusive na manipulação marqueteira para sugerir que está numa das melhores posições do país em equilíbrio fiscal.
Quem se recusa a cumprir a lei do reajuste automático dos salários funcionais e vale-se do contingenciamento de verbas das universidades, que se recusaram em nome da autonomia à adesão da chamada Meta 4, imposta como regramento pelo Tribunal de Contas, neste caso um vaso comunicante do Executivo, é porque quebrou. Tratada como empresa particular, a administração estadual estaria em recuperação judicial para driblar o processo falimentar.
Como não há oposição no meio institucional, resta a resistência dos servidores, mormente professores e policiais, e a das universidades estaduais que não aderiram ao sistema de gestão imposto pelo garrote vil em nome da discutível eficácia da padronização dos controles de gastos em favor da austeridade, ainda que pondo em risco o funcionamento das unidades de ensino superior.
Devia uma fortuna a quadros funcionais - maioria professores e policiais - em progressões e promoções e valeu-se dessa deficiência (há muito de desídia nesses débitos) para criar a falsa opção: ou esse item, rico em atrasados, ou o reajuste; os dois simultaneamente seria impossível. Em cima dessa suposta racionalidade voltou, o que já fizera anteriormente, a bloquear o reajuste que, no entanto, era aplicado nos demais poderes, evitando conflitos, mas privilegiando áreas em que tem seus interesses, por vezes, em choque como o Tribunal de Contas, a Procuradoria de Justiça, o Tribunal de Justiça e a Defensoria Pública.
A batalha com as universidades pode ganhar capilaridade com novas adesões a não engajar-se na tal Meta 4 e teremos, em consequência, as vísceras expostas da quebra promovida pela vocação perdulária e incompetente.

Gaeco
Vários atos de corrupção de policiais civis e militares têm sido alvo do Gaeco. Agora, numa ação coordenada com a Corregedoria da Polícia Militar, houve a prisão de dois PMs que operavam em quadrilha de roubo e receptação. Em andamento também desdobramentos da operação Riquixá, que chegou a Brasília e capturou anomalias em direcionamento de licitações em Guarapuava, Maringá e Foz do Iguaçu. A prisão do advogado Sasha Reck levou-o à delação premiada e é possível que o caso de Curitiba (posto sob crítica por uma CPI municipal e pelo Tribunal de Contas) seja afinal alvo de devassa.

Antecipação
Antecipação pela Caixa Econômica Federal das contas inativas do FGTS relativas a setembro e novembro devem ser pagas a partir de sábado. Embalo para o Dia dos Namorados.

Implantes
Operação desde ontem da Polícia Federal e da Agência de Vigilância Sanitária identificou empresas que faziam implantes dentários falsificados.

Estrago
A enxurrada e os ventos superiores a 50 km horários criaram problemas em vários pontos do Paraná: em Ponta Grossa, além de destelhamentos, tivemos deslizamentos na BR-376. Houve inundações e mobilização da Defesa Civil para atender desabrigados.

Purunã
Mais uma entidade de defesa dos Campos Gerais, em assentamento histórico do caminho dos tropeiros, foi instalada, mês passado, na Vila de São Luiz do Purunã. Na principal esquina do povoado, criaram o Instituto Purunã, que deve ser referência para ações de turismo e na defesa da identidade cultural, dirigido pelo empresário, um dos donos da RPC. Rede Paranaense de Comunicação, Mariano Lemanski.
No local, durante muitos anos, e isso desde 1961, houve o Rodeio Crioulo na então Estância Três Estrelas do fazendeiro Dinarte Garret. Uma das maiores curtições da região, e que se espraiam por outras localidades, é a das cavalgadas em grupo. Por sinal que, na região, Fazenda Thalia, houve a largada da 1ª etapa do campeonato paranaense de Enduro e Paraenduro equestre do Paraná.

Escravismo
Volta e meia são detectadas ações análogas à do trabalho escravo, uma das mais comuns nas áreas de reflorestamento ou em pedreiras como se deu em Diamante do Oeste onde havia quatro trabalhadores em tal condição.

Folclore
O presidente Michel Temer voltou ontem ao tempo dos vestibulares com a incumbência de responder nada menos de 82 questões formuladas em inquérito pela Polícia Federal. Única vantagem é a de poder negar-se a responder algumas delas, quem sabe a maioria. Para muitos, ele está há muito tempo na segunda época pendurado em várias matérias, em especial as da gravação ainda não periciada, o que só se dará muito depois da crise solucionada.

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