Mil alertas
Mais uma vez foi acionada a luz vermelha do alerta fiscal para o governo estadual com a questão dos gastos com pessoal, que teriam ultrapassado os limites prudenciais dos 49% em 90%, segundo os sismógrafos do Tribunal de Contas. E o que sempre acontece se repete com a visão oficial de que estamos numa boa e tudo por falta de austeridade e abusos, como o de conceder aumentos de 30% nos últimos três anos com a gravidade maior revelada no sistema previdenciário em eloquente quebra que já não dá para dissimular.
Pergunta-se: as magias esperadas do tzar financeiro, Mauro Ricardo Costa, que é derrotado internamente pelas manobras corporativas dos fiscais apanhados em gangue, e externamente pelos resultados precários da atuação tida como exemplar, estaria na hora de ser reavaliada? Como se percebe, as medidas de arrocho como a da suspensão da data-base em troca do parcelamento das progressões e promoções de vasto setor do funcionalismo nada significaram em que pese seu desgaste político. O governo não anda, só existe no marketing e no imaginário clima de recuperação, agora destacado nos investimentos.
Não há também surpresa no fato de as despesas estarem em progressão geométrica e receitas em andamento aritmético quando se sabe que a maioria dos quadros fiscais é processada no andamento da Publicano, o que trava a sua atuação diante da desmoralização da imagem e expectativas de condenação, se é que a instância superior acompanha decisões advindas do primeiro grau. O alerta do Tribunal de Contas nada tem de político e sim de essencialmente técnico, razão pela qual se espera a explicação do governo já que se fala em dois momentos em que o limite teria sido ultrapassado em 90%, entre maio de 2015 e abril de 2016, em cima dos 49% e em 92,92%, entre setembro de 2015 e agosto de 2016. O barco faz água, urge calafetá-lo outra vez.
Aquela argumentação vazia de que o Paraná não é nem o Rio muito menos Minas e Rio Grande do Sul foi por água abaixo com a visível quebra em 76% da ParanaPrevidência e com o soar do alarme do Tribunal de Contas.

Palmatória
Uma empresa de bebidas do Paraná acaba de ser obrigada pelo Tribunal Superior do Trabalho a pagar uma indenização de R$ 20 mil por danos morais a um trabalhador pelo fato de submetê-lo a maus-tratos e humilhação, como a de ser agredido por galhos de árvore.

Outro cabo
Várias administrações prometeram guerra aos cabos telefônicos abandonados no sentido de responsabilizar as operadoras. Ficou na promessa e ontem mais um caiu agora perto do Extra da Boa Vista, na Avenida Paraná, e sobre a canaleta do Expresso, provocando até paralisação do sistema. É hora de dar uma dura para valer no assunto.

Convocação
Jaime Lerner e seu escritório de arquitetura e urbanismo foram convocados pelo prefeito João Dória para o exercício de uma acupuntura nas áreas decadentes de São Paulo. Em gestões anteriores, cogitou-se da possibilidade da intervenção do arquiteto na revitalização dos espaços ocupados pelos cracódromos. Em passado distante, por duas vezes, o governo do Rio de Janeiro, uma delas com Leonel Brizola, o contratou, inclusive para uma secretaria do ano 2000, prospectiva.

Vazamentos
A presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, declarou em conferência em Washington que os vazamentos nas delações premiadas da Lava Jato devem ser apurados, mas que não devem levar a anulações como entendem alguns ministros e explicou que são muitas as fontes, algumas externas, fora do Estado, como parentes por exemplo. Se tal perspectiva fosse aberta, os próprios advogados interessados em "melar" o processo obviamente a usariam.

Amigo
Na Lava Jato a preocupação das defesas vai ser negar os codinomes de "Italiano", "Angorá" e "Amigo", este referência a Lula, conforme testemunho de Marcelo Odebrecht. E, cá entre nós, como era amigo.

Letras
Motivo de orgulho na praça, os feitos dos irmãos Caetano Galindo pelo livro "Letras", em que traduz 200 canções de Bob Dylan, e Rogério Galindo por "Tarântula". São os dois escritores netos de Augusto Waldrigues, contemporâneo meu de jornalismo dos anos 50.

Folclore
Talvez, fosse o caso de provocar o Procon e saber o que acha sobre a propaganda enganosa do governador que insiste em afirmar que a situação fiscal do Paraná é boa, enquanto a realidade é outra como advertiu ontem, pela enésima vez, o Tribunal de Contas.

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