Vereadores mais atentos
Vereadores da Capital são menos cúmplices do que os deputados estaduais, esses o demonstraram até quando o governo mandou surrar os professores. Enquanto esses praticam adesão cega ao Palácio Iguaçu, os camaristas mostraram agora extremo zelo em saber o que o prefeito vai fazer com os R$ 58 milhões que emprestou da Câmara. A turma da área econômica quer em detalhes para que fim servirá essa grana, posto que já se saiba que boa parte da bufunfa servirá para pagar o décimo terceiro do funcionalismo que portanto já estava seriamente ameaçado.
O governo estadual tomou emprestado da já combalida ParanaPrevidência nada menos de R$ 640 milhões que vem pagando em prestações do tipo Casas Bahia em 60 vezes e não consta que os parlamentares tivessem a mínima curiosidade em saber o que se faria com aquela fortuna na realidade um desafogo para um momento em que Beto Richa era uma ilha, hoje um ´´oásis´´, conforme a versão oficial, cercado por credores de todos os lados. Da mesma forma que impediram, através do líder Romanelli, a redução nos repasses aos poderes, retaliação clara do conglomerado político ao secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, bem no estilo daquele revelado na derrubada da catraca do pedágio, de uma rusticidade primata. A não adesão dos demais poderes a cautelas mínimas de contenção e austeridade, embora as apregoadas transferências ao Executivo de cheques virtuais do legislativo, em legislatura anterior, por Valdir Rossini e mais recentemente por Traiano, revela descompasso num empenho que deveria ser unívoco e contar com a liderança do governador ora colocada em xeque pelo líder sob a alegação esdrúxula de que não havia sido consultado.
Na história de lançar mão de empréstimos excepcionais para atender demandas salariais como de vê no caso da prefeitura da Capital é o repeteco da cultura brasileira cevada no que o populismo tem de pior, não espantando que as unidades federativas se valham do adiamento das dívidas da União justamente para pagar barnabés, tal como se viu naquela pretensão do governo do Rio, antes do decreto de calamidade, em sacar um bilhão só para pagar aposentados e que o ministro de Dilma, acertadamente, fulminou.

E os outros?
Importantíssima, até em termos estratégicos, a inauguração da nova unidade da Klabin, peça-chave do ´´Paraná Competitivo´´. É de todos o maior investimento (R$ 8,5 bi), mas há uma curiosidade: o governo sempre falou que havia protocolos de intenções no valor de R$ 20 bi. Alguns pipocaram, certamente, todavia seria válido esclarecer até para fortalecer a autoestima tão irrigada com o feito de ontem.

Frentistas
Todo o mundo lembra que a Lava Jato surgiu de um posto de combustíveis, mas ninguém que os frentistas, seus trabalhadores, andam tão esquecidos, tanto que vários deles se postaram diante da Delegacia Regional do Trabalho ontem e prometendo, se demandas salariais não fossem atendidas, entrar em greve a partir de segunda feira. São eles de Curitiba e Região Metropolitana mais o litoral. O pedido era de 11% e o aumento proposto foi de 10,4% logo aceito. Não tem greve e o reajuste foi festejado.

UFC já
Diante da frequência com que as casas noturnas são palco de cenas de violência, inclusive com morte, a Abrasel tem um projeto de treinamento do pessoal empregado para encarar tais situações. Em lugar de couvert artístico um pouquinho de UFC com cenas de habilidades nas artes marciais. O objetivo é evitar atmosferas de pânico em situações inusitadas, mas a pista de dança não pode transformar-se em octógono.

Disciplinada
Prefeitura de Curitiba anuncia a desativação de sua estrutura informativa, mormente a parte de informática, a partir de amanhã, para render-se à legislação eleitoral. Alguns candidatos estão enviando mensagens gravadas aos telefones e isso antes até das convenções.

Amianto
A proibição do cimento amianto em escala mundial não tem sido suficiente no Paraná para sua interdição e tanto que várias unidades industriais o produzem em vários pontos do território. Cada tentativa no legislativo estadual é postergada como se viu com novo pedido de vista sobre a matéria. É um jogo de braço sempre neutralizado pelos lobbies da área.

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