Protagonismo necessário
O Paraná esteve presente nos dois acontecimentos que mudaram o rumo do País no mensalão e agora no petrolão e a intensidade dos acontecimentos colocou em cena o ministro Luiz Fachin, do STF, que determinou a suspensão do processo do impeachment e cujo mérito (votação secreta, lançamento da chapa oposicionista e rito procedimental) deve ser apreciado no pleno dia 16. Nada indica que teremos algo que reabilite a degradação moral do entrevero havido anteontem em que era visível a ausência mínima de compostura, aliás presente na carta ridícula do vice Michel Temer, uma ruptura de filme mexicano de Pedro Armendariz se dirigindo a Dolores del Rio, que mostrou sua falta de dimensão para o papel que pretende exercer na vida brasileira, onde os melindres pessoais sobrepujam qualquer visão de país e o fisiologismo radical é explícito.
Nunca numa crise brasileira, a não ser na Revolução Federalista em razão do Cerco da Lapa, século retrasado, estivemos tão presentes como agora inclusive na deflagração da Lava Jato e no andamento da novela tanto a do impeachment quanto a do impedimento de Eduardo Cunha, em que aflora o oportunismo primata dos que admitem barganha de tal porte. A classe política sai muito mal de tudo isso não apenas pelas truculências, mas sobretudo pela pobreza do discurso e num momento em que ao Poder Judiciário, circunstancialmente em alta, caberá pela hermenêutica dar a solução constitucional aos atropelos parlamentares.
O argumento que pesou - o de que o próprio STF teria que mais tarde entrar no mérito da questão e anular atos praticados - ganha mais força quando o Tribunal Superior Eleitoral admitiu e processa a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por crime eleitoral com recursos desviados da Petrobras pelas gangues que a assaltaram. Aí, nesse caso, a dupla se reconcilia à força.

Aventura
Dois pescadores de Piçarras, Santa Catarina, agarrados numa geladeira que flutuava, foram ontem resgatados no litoral paranaense.

Campeoníssima
Curitiba com sua taxa de inflação, a mais alta do país, é um grande argumento nas demandas salariais para obtenção de índices maiores de reajuste. Motoristas e cobradores de ônibus estão de olho nesses números agora em meio ao impasse atual e ao futuro contrato coletivo de trabalho já em fevereiro: de janeiro a novembro 11,31% e no acumulado de um ano 12.24%. É o que o IBGE diz e que os especialistas não explicam satisfatoriamente. Pior, ainda, para os situados entre um a dois mínimos que viram sumir os supostos ganhos em redução de desigualdade.

FHC no meio
Uma das cínicas argumentações do lulopetismo era a de que corrupção sempre houve e de certa forma foi o que Nestor Cerveró ratificou ao dizer que quando era gerente de Delcídio Amaral na diretoria de Óleo e Gás da Petrobras tanto ele quanto o senador botaram mão na bufunfa da Alstom, multinacional, na compra de turbinas para uma termoelétrica do Rio em função do apagão sob o comando então de Fernando Henrique Cardoso. Alston aparece, ao lado de outras, em denúncia de chunchos tucanos em São Paulo na produção de trens e metrôs.

Bloqueio
Segue em função das enxurradas interdições em cinco pontos de estradas paranaenses com ruptura do asfalto, perda de pontes e comprometimento de viadutos.

Décimo terceiro
Sai hoje o décimo terceiro do funcionalismo estadual, folha de R$ 1,4 bi. O aperto continua com o não pagamento de promoções e progressões. Não há sinal ainda de desafogo.

Lava Jato
Quanto mais a classe política provoca náusea por seu despudor, cresce a admiração do povo pela Lava Jato que ontem celebrou dois anos em meio a uma campanha do Ministério Público Federal pelo agravamento das leis de combate à corrupção entranhada em todos os níveis de governo.

Folclore
Piada corrente sobre a paranoia de políticos é a de que um deles encomendou pizza e quando anunciaram que o japonês, que era o motoboy com a encomenda, estava na recepção o cara desmaiou pensando que se tratava daquele famoso da Polícia Federal.

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