LUIZ GERALDO MAZZA
MP em ação
Importante contribuição do Ministério Público estadual foi a de entrar na luta contra a hipótese de governos estadual e municipal reajustarem a sua contribuição nos pagamentos da Arena da Baixada. A advertência formal já foi feita ao governo e ao município até por causa das hesitações sobre o tema na administração estadual, já que Gustavo Fruet nem admite tal discussão por não constar dos termos do acordo firmado. Trata-se de um abuso e que se torna mais inadequado ainda quando tanto um nível de governo como o outro se encontram sob forte recessão e sendo obrigados a cortes em recursos sociais. Aqueles que estavam nas negociações acham que o Atlético tem razão e entendem que a parada pode ser longa, mas Petraglia leva a melhor. Todos se recordam da frase de Mario Celso Cunha, que operava no front estadual, segundo a qual, conforme a tradição, o governo acabaria como sempre pagando a maior parte.
Fracking
A campanha nacional contra o fracking (fraturamento hidráulico para extração do gás do xisto) está se valendo do episódio das barragens de Minas Gerais e suas consequências como uma antevisão do que se dará com sua adoção. A Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural não está nem aí com as razões dos ambientalistas e mantém seu propósito de leiloar novas áreas para exploração.
Na lua
Administração de Fruet permanece no mundo da lua: sabe que a União não atualizará recursos para o metrô, não fez sequer o cálculo da taxa de retorno que teria mais do que dobrado, não sabe como sair da enrascada fiscal e insiste no trambolho, tanto que está marcada para a próxima semana a revelação do impacto ambiental na visão do secretário Renato Lima. Fugir da realidade a alta das passagens dos ônibus que está para sair e teve ontem na Câmara Municipal um debate em torno da tal tarifa técnica - é preciso.
Projeção
Repercussão nacional em torno da representação judicial contra Beto Rivha por causa do pit-stop de sua missão internacional em Paris fundiu a cuca do seu estafe. O mais importante é o novo ciclo que estamos vivendo com o Judiciário mais atuante, tanto aí como no caso do massacre do Centro Cívico e as ações de improbidade administrativa bem como no desenvolvimento da Publicano que trata de chunchos de fiscais e até de aplicação de parte desse dinheiro (R$ 2 milhões) na campanha de reeleição, conforme delação premiada. .
Mais desastre
A cada dia um fato novo na Segurança: depois da interdição da carceragem do oitavo distrito e da delegacia de furtos e roubos de veículos e do xadrez de Jaguariaíva, tivemos agora a fuga de presos em Ibaiti aparecendo em detalhes nas redes sociais. É a ausência absoluta de governo.
Garagem
No meio do debate sobre tarifa técnica do transporte, uma comissão de moradores do Capão de Imbuia denunciou a existência de garagem clandestina, documentada anteontem em reportagem televisiva, que a Urbs mandou interditar e os empresários não deram a menor bola. Recentemente, um articulado perdeu em manobra nada menos de dois pneus ao aproximar-se do terminal e os empresários argumentaram que o veículo está dentro do prazo de 10 anos como se não respondessem pela manutenção.
Aprofundamento
Estranha, para dizer o mínimo, a frequência com que os depoimentos de Paulo Roberto Costa e Fernando Baiano conflitam, o que levará necessariamente a apuração de quem mente e por que, o que anima a advocacia dos empresários em arguir nulidades processuais com alguns deles até acreditando que isso "mela" todo o processo da Lava Jato. Essa ideia fixa acompanhou lances anteriores como a da gravação encontrada na cela de Youssef.
Folclore
Uma das situações mais ridículas vividas pela hierarquia judicial do Paraná foi a de ter recebido com honras excepcionais um vigarista, que deu inclusive uma aula inaugural de Direito Constitucional na Federal, e um dia depois acabou em cana. Lembrar disso é sempre motivo do máximo constrangimento, dado o oba oba da recepção indevida, que envolveu a cúpula dos Três Poderes.





