LUIZ GERALDO MAZZA
Compulsão incontrolável
O governo perdeu a noção de limites na ânsia de arrecadar não importando quem venha a ser prejudicado por isso, notadamente na área social. O programa da família paranaense perde 80% dos recursos como mostrou a FOLHA ontem e fundos, como o da Criança e do Adolescente, são saqueados também em nome dessa forma estranhíssima de austeridade como se deu também com o capital até então indisponível da ParanaPrevidência.
Felizmente, está havendo reações como se deu quando da instalação do Caixa Único em acerto com o Judiciário e a liberação do acesso, desastradíssimo, aos depósitos judiciais por parte da OAB-Paraná. Agora se dá o mesmo com o chamado G-7 das classes produtoras que entra com Ação Direta de Inconstitucionalidade, contra ato governamental que trata da antecipação do ICMS nas relações interestaduais apoiada também pelo sindicato dos contabilistas.
A compulsão do governo é incontrolável e a sociedade se vê impelida a ação mobilizadora para tentar conter impulsos que só o autoritarismo contempla e isso porque se vale do afrouxamento do poder político por excelência, que é o Legislativo, tomado por um nível de subserviência extremo, ainda que os seus integrantes sejam alertados pelas áreas ofendidas, como ocorre na questão dos investimentos sociais com o governo metendo a mão nos fundos para acertar o caixa que ele próprio desmontou com a prodigalidade e a irresponsabilidade.
A OAB nacional participa do processo e deve ingressar com a ADI e enquanto não houver decisão judicial o G-7 e o sindicato dos contabilistas ingressa com medida administrativa para conter uma situação em momento de extrema gravidade para a economia de todos os setores. Pelo menos agora temos unidade e não racha como se viu na intenção de prorrogar os contratos de pedágio.
Ode ao cavalo
Sancionada ontem a lei que proíbe a circulação de carroças com o que se impede a visibilidade da ascensão social dos catadores de lixo da cidade, que era o ganho de um meio de maior comodidade aos trabalhadores. Para agradar os defensores dos animais, que tinham suas razões pelos maus-tratos mormente dos mais jovens aos cavalos, o prefeito Gustavo Fruet não acena com alternativa em favor dos catadores. É perplexo em tudo: não sabe o que fazer com o metrô, com a Linha Verde (agora autorizaram que caminhões deixem de nela trafegar apenas uma hora pela manhã e outra à noite), com os credores, mas mantém sua candidatura, sem saber o que dizer da nova programação.
Massacre
Duas manifestações ontem contra o governo: a dos professores relembrando o massacre do Centro Cívico e a de estudantes dos colégios Tiradentes (centro) e Nossa Senhora de Fátima (Tarumã) contra fechamento de escolas que tem lá seus fundamentos, mas peca pela má comunicação.
Improbidade
Uma decisão do STJ entende que em casos de improbidade não pode prevalecer o foro privilegiado. Não rendeu jurisprudência porque o STF está para julgar caso assemelhado, aí sim a coisa pode descomplicar. A propósito, a Publicano pede a indisponibilidade em liminar dos bens de nove réus no montante de R$ 229 mil num caso de cooptação policial para neutralizar o Gaeco. Já houve deferimento anterior do bloqueio de bens de 44 pessoas e empresas até o valor de R$ 1,4 milhão de cada requerido,
Folclore
Um articulista do ''Estadinho'' escreveu um texto para combater gastança do setor público sob o título ''Dinheiro não é capim''. Isso mexeu com o historiador Coelho Júnior da equipe que deu uma aula de agrostologia ''Capim é dinheiro'' e tome lições sobre missioneira e outras variedades. No dia de receber o vale o gerente João Baptista Moraes aprontou uma para o Coelho, ofertando-lhe um envelope cheio de capim.





