Mais um recuo
Essa tal de ''otimização'' para evitar ociosidade nas unidades escolares vinha sendo aplicada em São Paulo antes do Paraná. Lá, como aqui, houve reação e o governador Geraldo Alckmin decidiu reduzir o remanejamento de um milhão de alunos para cerca de 300 mil, um terço. Aqui também a Secretaria de Educação explica que não é bem assim: já se falou em mais de cem escolas, depois caiu para quarenta e agora se cogita menos. Aqui o terço é de reza para que tudo se ajuste e retorne a paz.
A medida já tinha desagradado não apenas a oposição como também a própria base aliada e uma nova escorregada na informação, como se dera em outros casos como o da própria dimensão do ajuste fiscal. Percebe-se que há um sentido de racionalidade no remanejamento em termos de baixa de custos, mas tudo foi mal encaminhado e as sondagens já vinham sendo feitas na comunidade periescolar, daí talvez a dimensão dos boatos. O fato é que um governo que decide atribuir à comunidade um peso maior nas eleições dos diretores deveria submeter tudo ao diálogo em cada uma das seccionais antes de qualquer providência.
Pena não tenha havido recuo no 29 de abril: quando ele aparentou na postura dos policiais mobilizados não se imaginava que fosse para dar o golpe final que massacrou mais de 200 pessoas. É como a cabra que quando recua é para dar a marrada mais forte.

Pensão
CPI dos Fundos de Pensão, menos chapa branca do que a ridícula da Petrobras, ouve hoje o delator Alberto Youssef em Brasília.

Buzinaço
Dilma (seu Ibope em rejeição - 70 contra 72,8 - está menor do que o de Beto Richa, conquanto perca feio em aprovação, ela com menos de um dígito e ele com dois) é alvo de buzinaço no MacDonald do Cabral, como anteontem foi na Visconde de Guarapuava.

Sumiço
Desapareceram do processo do Gaeco peças como os projéteis e mais cinco de seis provas materiais no caso do delegado Rubens Recalcatti. Isso é algo como uma vocação paranaense: peças na Vara Criminal do caso Copel-Olvepar com o depoimento de Youssef sumiram. E anuncia-se como possível com a licença do deputado Luiz Carlos Martins a assunção do delegado como primeiro suplente e aí virá a questão do foro privilegiado.

Elegância
Um usuário esqueceu o celular no carro do taxista Paulo Roberto Pinheiro e o motorista o devolveu sem cobrar a corrida até a casa do quase prejudicado. O que deveria ser normalidade (tivemos um caso desses aqui na FOLHA na Copa do Mundo com a devolução sem cobrança) ganha tom de excepcionalidade, como se viu ontem no noticiário radiofônico.

Pesquisa
Deve sair nessa semana ainda a sondagem dos prefeitos das capitais (Rio, Sampa, Porto Alegre, Curitiba, Floripa, Goiânia, Salvador, Maceió) da Paraná Pesquisas sobre aprovação e desaprovação. Distonia neurovegetativa em Curitiba, mas certamente com desempenho melhor de Fruet sobre o de Beto Richa, o que está longe de ser uma compensação por motivos óbvios. Como prefeitos são candidatos à reeleição essa amostragem tem particular relevância para 2016.

Folclore
Estafe do governador parece não ter entendido que uma aura sentimental, às vezes próxima até da pieguice, blinda o professorado tanto nas greves como agora na questão da adequação das unidades. E não é preciso botar no fundo a música da professorinha de Miraí, do Ataulfo Alves. Dois grupos escolares que eu frequentei, o Tiradentes e o Xavier da Silva, estavam na lista de corte: imaginei dona Nair Santos e dona Iraíde, ambas respeitadas e duríssimas diretoras, reagindo ao descalabro. Quem ousaria naquele tempo tal desrespeito?

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