Fuga da moda
Na hora da muda, passarinho não canta. Mas político ameaça ou sugere que está de saída como se dá com Alvaro Dias, sabidamente desprezado pelos tucanos da terra e que não têm a décima parte da expressão do senador. Como o slogan da bandeira paulista, Alvaro costuma mandar e não ser mandado, tique aliás comum a todo o político que tenha um mínimo de expressão, o que é um vício e não uma qualidade, prova de nossa imaturidade.
Num momento bom para o PSDB, as disputas entre seus cardeais - Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra quanto ao cabeça de chapa da campanha futura - mostra que o PT em clinch tem maior oxigênio para reagir, pois é evidente que não abre mão de Haddad para a reeleição em São Paulo. O PSDB daqui não tem expressão nacional - é conduzido, não conduz - como uma espécie de série B de um quadro nacional. Não há consistência num Beto Richa que degradou não apenas por causa do massacre de professores, mas pela inutilidade operacional do seu governo sabidamente virtual e sem virtudes.
O Paraná é tão pobre que está ameaçado de reproduzir uma convenção do antigo PMDB entre Alvaro Dias (se não emplacar a disputa presidencial num nanico tipo PV) e Roberto Requião para o governo estadual, em que pese o empenho da vice Cida Borghetti em montar a sua própria imagem e revelando maior capacidade de articulação do que o governador, um entediado com a rotina.
Objetivamente, Alvaro é a melhor opção do PSDB como Requião o é no PMDB, onde deu uma lição de chicote nos adesistas que fugiram da raia na convenção e agora ameaçam ir ao tapetão. No próprio PMDB se tudo permanecer como parece boa parte, talvez até a melhor dos seus quadros, tira o time, todavia isso pouco importa para quem cultua a visão do poder unipessoal como Requião: primeiro eu, os outros que se beneficiem das circunstâncias possíveis.

Mais delação
Porque acertou a delação premiada, João Bernardi foi solto ontem: mais bombas e quem sabe até alguns busca-pés na Lava Jato. Nada a ver com o Bernardi do PDT e vereador que defendendo a Coreia do Norte jamais delataria.

Vandalismo
Uma escola municipal do Ganchinho, Curitiba, foi alvo de vandalismo no qual esvaziaram todos os extintores de incêndio do prédio. A perplexidade e o espanto da autoridade impotente, municipal e estadual, é a marca de tudo.

Natal fraco
Previsão sinistra para as festas de fim de ano: segundo a Associação Nacional dos Executivos Financeiros 74% dos recursos do décimo terceiro quitarão contas. Papai Noel, ao contrário da população, está de saco vazio.

Concurso Midas
Concurso para quatro vagas de auditor substituto (salário de R$ 28 mil) no Tribunal de Contas é o sonho de consumo de muitos.

Interdição
Repercutiu fortemente em Curitiba o pedido de interdição da Penitenciária de Londrina (PEL 2) pela Defensoria Pública. O caos é de tal ordem que não se tem um levantamento confiável do número de fugas: dois banheiros para 280 presos é de se pensar em tudo menos em derrubar o sabonete ou sabão.

Crise
É justamente a crise, embora não devesse ser somente isso, que leva a pasta da Educação a ''otimizar'' o uso de suas dependências inclusive as alugadas e anunciar o corte de 50 escolas com remanejamento das turmas. A situação não admite ociosidade de custos imponderáveis. Isso pode ser feito abertamente, com o tema em discussão, sem prejuízo das questões pedagógicas.

Folclore
Orlando Pessuti anuncia que vai à Justiça contra a convenção do PMDB que o seu time abandonou e louva-se no seu caso pessoal em que sustou a expulsão do partido. No Brasil, e isso deu para ver na convenção que apoiou Dilma em menos de 60%, a dissidência é inevitável; aqui o Ato Institucional 5 não deixa.

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