Mais perto de Dilma
Aquilo que até alguns meses pareceria impossível está acontecendo: a distância da rejeição entre Dilma Rousseff e o nosso governador é cada vez menor. Mesmo com índices negativos, ao menos na perspectiva da nossa tradição, o governador paranaense se saía bem melhor do que a presidente. Não dá para comparar a carga que cerca a presidente com pedaladas e ameaça de impeachment com as do nosso governador com os desvios regionais ainda mal apurados.
E aí de nada adianta, como fez o presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, exaltar os efeitos positivos (ninguém sabe, ninguém viu) do ajuste fiscal enquanto mostra o seu colega Ivo Sartori, do Rio Grande do Sul, com dificuldades para pagar as folhas do funcionalismo. Ressalta, nesse caso, uma ironia: segundo levantamento da Paraná Pesquisas (feito em abril com 1.340 ouvidos) o gaúcho é aprovado por 54,4% e desaprovado por 38,9%. Já Beto Richa em sondagem de setembro com 2.515 eleitores aparece com aprovação de 24,5% e rejeição de 72,8% em marcha acelerada para ombrear-se com Dilma Rousseff.
Nas amostras mais recentes relativas a outubro o governador Renan Filho, de Alagoas, é disparadamente o melhor situado com 67,5% de aprovação e 27,5% de negação e o da Bahia, Rui Costa, obtém 59,5% contra 33,6%.
Entre os tucanos o de São Paulo, Geraldo Alckmin, também tem número negativo: 47% de aprovação e 49,5% de rejeição. Como aqueles que enfrentam a febre ao quebrar o termômetro, o governo contestará a pesquisa. As do mesmo instituto, quando favoráveis, eram acatadas e inquestionáveis.
No Sul vamos mal, pois se no Rio Grande, embora a desatualização da pesquisa,
Sartori chega ao 54,4%, em Santa Catarina Raimundo Colombo registra 64,4% de aprovação e 30,1% negativos numa sondagem de setembro que ouviu 1.324 pessoas. E os indicadores econômicos e sociais dessas unidades também despontam com vantagens, como se sabe. O porto de Itajaí, mesmo parado com as fortes cheias do rio, bate o de Paranaguá, amarrado em proteções regionais em nome dessa fantasia do terminal público, tão decantada por Requião e que ajudou a afundar com a burla ridícula dos transgênicos que nos expôs ao ridículo.

Mais um
Como no futebol quando o time está ganhando a torcida pede "mais um! mais um!", há uma espécie de coral que vai registrando igualmente o nome de gente da terra envolvida na Lava Jato: agora chegou a vez do deputado federal Nelson Meurer ser devidamente denunciado. De tímidos não podem mais chamar os paranaenses com tanta gente entre acusados e acusadores.

Escapismo
Sem condições de enfrentar a chapa do senador Roberto Requião, a oposição que na verdade é situação do Beto Richa tirou o time de campo para a convenção de hoje do PMDB. A não ser que tenham alguma carta marcada o placar é WO.

Emendas
O Paraná emplacou ao menos vinte emendas ao orçamento federal a maioria delas voltadas (onze delas) a questões de investimentos em rodovias, quatro em saúde (uma delas em benefício do Hospital Cajuru) e uma que estabelece um sistema de monitoramento das fronteiras. O duro vai ser, com os riscos da recessão, a sua aplicabilidade como sempre. Mas o coordenador da bancada, João José de Arruda Júnior, está confiante.

Folclore
Quando a polícia esclarece um crime, como o caso do engenheiro assassinado na Vila Lindoia, há uma espécie de recuperação do perdido sentimento de segurança da população. O pior: casos como o da adolescente Tainá de Colombo (loucademia de polícia com os que prenderam suspeitos processados por tortura) e da menina Rachel Genofre com o corpo retalhado na Rodoferroviária. Três menores de 17, 14 e 12 anos são acusados da morte do engenheiro.

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