Eleição mais democrática
Todos reconhecem que eleição em direção de escolas, seja no segundo ou no terceiro graus, precisa ser aperfeiçoada para que traga, o que até agora não houve, vantagens na gestão escolar. A simples decisão de rever aspectos do problema no governo estadual é meritória: mexe com um tabu do eleitoralismo subsequente ao regime militar, que o pleito depura tudo, isso é purifica as instituições, legitimando-as.
Ainda recentemente o ex-reitor da Universidade de Londrina Oscar Alves, como dirigente do Conselho Estadual de Educação, demonstrou ser indispensável que os escolhidos passem por uma atualização para que a gestão seja profícua. Ao que parece, o impasse maior está na resistência dos professores que o voto da comunidade escolar seja igual, isso é tenha o mesmo peso, ao dos professores e funcionários. Voto universal, ao que se saiba, nada tem de reacionário e atua na direção de um envolvimento maior dos pais no processo educativo, o que não é obtido pela aliança pais e mestres que foi criada com tal objetivo.
Ora, essa inserção da família na formação escolar dos filhos é hoje imposição na perspectiva dos especialistas da área, pedagogos e sociólogos, e permeia todo o debate técnico e político em torno do tema. Pais e filhos, como mestres e funcionários, formam o universo desse colegiado, razão pela qual a ideia de ter as mesmas responsabilidades tem sintonia fina com o melhor da democracia.
Se hoje já não se aceita o axioma ''magister dixit verum est'' para semear o conhecimento, pior seria uma orientação que concedesse mais poderes ao mestre do que aos demais envolvidos e engajados no processo educativo.

Desmistificação
Oposicionistas e integrantes da bancada independente contam com assessoria de especialistas em contabilidade pública e econometria do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) para o embate a respeito da situação fiscal do Paraná. Vários deles se debruçaram na documentação resultante do relato de Mauro Ricardo Costa e vão mostrar que a alegada reversão do quadro não passa de fantasia. Entre os pontos analisados está o da manipulação do balanço de 2015 que buscou minorar o deficit e tornar-se palatável ao Tribunal de Contas, onde o governo encontra sempre simpatia, mesmo em casos de desregramentos apontados por auditores que o plenário amacia fazendo apenas recomendações tranquilizadoras.

Testemunhas
Zé Dirceu apontou entre as suas testemunhas o homem da UTC, Ricardo Pessoa, e até o ex-presidente do Peru, Alan Garcia.

Expulsão
Orlando Pessutti, duas vezes governador e vice de Requião, que estava prometendo sair candidato a prefeito de Curitiba, foi expulso do PMDB pela Comissão de Ética tomada por requianistas. Seu protagonismo estava irritando aqueles que criticava.

Reação
Além da reação nas redes sociais em favor do médico Rafael Suss Marques, apontado como autor da morte da fisiculturista Renata Mugiati, ontem houve a exumação do corpo da vítima requerida pelo advogado Edson Abdala que teria notado vários erros no laudo do Instituto Médico-Legal e, por isso, solicitado a providência.

Linha Verde
Tida como a maior intervenção urbana na vida da capital, até então a das obras do Centenário eram assim consideradas, a Linha Verde põe em xeque a tal competência dos quadros técnicos da prefeitura, tal o andamento medíocre da operação. E agora na Linha Verde Norte nada anda sob a alegação de que o Ministério das Cidades não repassou a grana.

Folclore
A ''legalização'' de doações obtidas por fraude e corrupção, visível nos casos da Lava Jato, também aflora no da Operação Publicano no Paraná com o delator premiado (abriu mão de duas fazendas no valor de R$ 20 milhões, o que adensa seu testemunho) afirmando que se deu o mesmo com R$ 2 milhões do achaque em contribuintes drenado à campanha de Beto Richa.

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