Mistificação permanente
O governo quebrou. É evidente que há uma cota de responsabilidade dos seus antecessores como Requião e Lerner com dois mandatos geminados. A ginástica que faz para que as finanças aparentem saúde de vaca premiada mostra apenas o desfrute de maioria parlamentar para impor soluções do que um exercício de efetivo talento que estaria numa redução drástica do número de secretarias que se envolvem em paralelismos e superposições, corte de despesas e mormente de cargos em comissão.
O saque no capital da ParanaPrevidência é uma dessas dissimulações: põe a mão num recurso até então tido como indisponível como se estivesse fazendo uma operação inteligente quase milagrosa e não uma arbitrariedade, algo com todo o jeito de golpe de malandro de parque. Agora fez mexidas gráficas no balanço de 2014, totalmente artificiosas, para reduzir o deficit de quase R$ 900 milhões e torná-lo em números mais palatáveis, ainda que negativos.
Como dificilmente o Tribunal de Contas exerce o seu papel com independência, espera-se o beneplácito de apenas restrições sanáveis como sempre recheadas de algumas recomendações e estamos conversados.
Se não foi isoladamente o culpado, aparece agora como o autor da última pá de cal e por motivos óbvios visíveis na análise objetiva que Mauro Ricardo Costa fez das contas e da sua incompatibilidade com as imposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mesmo sabendo da violência praticada pelo Conselho dos Fiscais que mandou processar todos os colegas que estivessem agindo nas correições, como se apoiasse essa prevaricação escancarada e, ainda por cima, criminosa porque impedindo os trabalhos da polícia judiciária, ficou omisso como se isso não lhe dissesse respeito.


Eleição escolar
Oscar Alves, ao tomar posse novamente no Conselho Estadual de Educação, em entrevista, afirmou que a iniciativa de mexer na eleição das escolas é tão imperiosa já que a gestão da pasta depende da preparação e do nível de conhecimento desses administradores, o que era subestimado. A comissão legislativa apreciou o relato do deputado Tiago Amaral e ontem se ocupou do assunto no final do expediente.


Prensa
Fruet continua empurrando problemas com a barriga e deu para percebê-lo na ira dos donos de hospitais filantrópicos à espera de grana que não sai. Estavam lá, ontem na Câmara Municipal, o Pequeno Príncipe, Cajuru, Evangélico, Santa Casa e a bancada situacionista ficou extremamente constrangida por levar a sério as derramadas explicações do gabinete prefeitural.


Ofício
O Tribunal de Contas entrou de sola numa Oscip, a Confiancce. vinculada à esposa do conselheiro Fernando Guimarães e oficiou ao Ministério da Justiça para descredenciá-la pelo fato de nos últimos três anos ter sido condenada a devolver R$ 82 milhões. E os outros?

Pula-catraca
O vereador Rogério Campos quer que o pula-catraca dos ônibus, que for flagrado, pague multa equivalente a 50 passagens. Se isso funcionasse, far-se-ia o mesmo com pichadores. Para os desatinados pular catraca, é um ato de traço revolucionário, quase uma Queda da Bastilha, tal qual para pichadores que em muitos casos correm muitos mais riscos do que os nossos guerrilheiros ao escalarem prédio de quarenta andares para suas torpezas. A imaginação é livre e tanta que um ascensorista pode se imaginar um astronauta.


Folclore
Se o cidadão comum, inadimplente em suas dívidas domésticas, tivesse essa habilidade que o governo estadual tem em transformar uma prestação de contas ruim em razoável e até boa estaria salvo. Mas aí a dona Justa muda de lado. Governo não cai na Serasa e no Seproc, mas o povão não escapa.

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