LUIZ GERALDO MAZZA
Fervedouro político
A Operação Publicano entrou na etapa decisiva e tanto o parente distante Luiz Abi, homem com livre trânsito nas instituições, como o companheiro íntimo, curtidor de parelha automobilística de Beto Richa, Marcio de Albuquerque Lima, apontado pelo Gaeco na condição de um dos cabeças da gangue fiscal, fizeram as indicações de testemunhas de defesa. Luiz Abi listou os secretários de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior, o ex de Fazenda deputado federal Luiz Carlos Hauly, o presidente da Fomento, Juraci Barbosa Sobrinho, o coordenador da Região Metropolitana de Londrina, Vitor Hugo Dantas, e o prefeito de Assaí, Luiz Alberto Vicente. Já Marcio e sua esposa, Ana Paula Marques de Lima, também auditora e igualmente denunciada, arrolaram 39 testemunhas sem incluir qualquer nome ligado à política da terra.
O STJ manteve, semana passada, a exclusividade do juiz Juliano Nanuncio, questionada por advogados de auditores. A portaria do presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Roberto Vasconcelos, que manteve a exclusividade foi acatada pelo ministro Sebastião Reis Júnior sob o fundamento de que visa agilizar o trâmite dos 31 processos ligados às operações Publicano e Valdemort.
O governador, preocupado com as consequências de referências constantes ao seu nome e de sua esposa, contratou o advogado Renê Ariel Dotti no sentido de precaver-se, o que levou o caso ao STJ que entendeu não haver qualquer sinal de comprometimento, referidos apenas em observações vagas e sem consistência. Se a matéria vai para o STJ acaba trancando tudo como se deu na operação Gafanhoto contra deputados estaduais e que parou por dois deles, Barbosa Neto e Hidekasu Takaiama, terem se elegido para a Câmara Federal.
Com todas essas audiências e mais o noticiário que a acompanhará, teremos efeitos inevitavelmente políticos e de impacto, algo que poderá influir na campanha municipal do ano que vem.
Calou
Como se esperava, Zé Dirceu calou duas vezes, tanto na CPI da Petrobras, quanto nos inquéritos que responde na Polícia Federal. Tudo isso precedido de intensa defesa nas redes sociais por parte da militância petista que o vê como um mártir da causa brasileira.
Cena rocambolesca
A Polícia Rodoviária Federal aprendeu um caminhão com cigarros contrabandeados e a quadrilha interessada teve o peito de tentar o resgate da apreensão em Colombo. Obviamente não levou.
Espiga
O vereador ''Espiga'', Fabio Luiz Chaves, de Guaratuba, foi preso por haver desacatado policiais e acusado de alterar cena de um crime. Pegou pouco tempo de cana e responde aos processos em liberdade.
Integração
O futebol dá respostas na integração cultural paranaense: Sérgio Malucelli, o Salada, iratiense, comanda a nova e promissora fase do Londrina. Ontem, no bar Luzitano, do Juvevê, entre tantas camisas de coxas e gremistas havia uma do Tubarão: quem a envergava era o Arão, pai do Bruno Batata, o único a festejar os dois gols no recinto.
Estacionamento
Ganha destaque na pauta da Câmara Municipal da capital a questão seríssima e mal regulada quanto à funcionalidade dos estacionamentos. O poder público é um dos responsáveis pela baderna no caso de estabelecimentos que operam um à frente do outro tornando a circulação dificultada como se dá no centro.
Folclore
Uma guerra de lobbies se dá em Paranaguá em torno da Poligonal do porto. Até índios, que moram na ilha da Cotinga, brecaram o andamento processual e agora quem o faz é o pessoal da Associação Comercial sob o fundamento de que há interesses a preservar na perspectiva do porto público. É o velho capitalismo brasileiro, aquele sem concorrência e, sobretudo, sem risco .





