O metrô próximo
A Urbs não paga o vale refeição dos seus funcionários, que aliás é uma fortuna superior a R$ 900, e corre o risco de nova greve, ainda que tenha saldado o adiantamento do 13º e pago o mês de agosto, mas apesar dessa tocante realidade a cidade também se preocupa com o metrô, e tanto que ontem técnicos buscavam garantias de que o governo estadual entra com os R$ 700 milhões no racha. Os sócios estão quebrados, não pagam suas contas, arrocham salários de servidores para alcançar o imperativo do ajuste fiscal, mas continuam delirando: o governo em cima do pedágio e a prorrogação contratual, para fazer a roda dentada da economia funcionar, e o prefeito com saques também voltados para produzir dinheiro de qualquer jeito seja com o trambolho do tatuzão ou ainda a fantasia de construir um Centro Cívico urbano lá onde está fincado o Estádio Durival de Brito. Aliás, pretende ainda para compensar o Paraná Clube reconstruir o estádio, nesse momento onerado por uma pendência trabalhista, na Vila Olímpica do Boqueirão.
Todos anseiam pelo maná bíblico, o mais rápido e viável como o pedágio na visão estadual, para que o dinheiro fertilize a economia. Beto Richa detonou de vez o modelo de gestão financeira do Paraná (isso começou lá atrás quando PMDB e PSDB assumiram o pedaço, acabando com as rotinas dos governos frutuosos) e Gustavo Fruet se encaminha para fazer o mesmo com o município, já que, apesar do alegado rombo de R$ 700 milhões de Luciano Ducci, nunca se viu anomalia fiscal como a de agora, marcada pelo desespero e volta e meia com as chantagens de ameaças de greves de credores do sistema de coleta do lixo ou ainda do enigmático Instituto Curitiba de Informática ICI.
O governo estadual está em condições de assumir o ônus do metrô? Visivelmente não, mas é indispensável criar a demanda para o novo modal de transporte e aí o prefeito joga, como fez com a ameaça de romper a integração metropolitana, cobrando de Beto Richa o compromisso assumido. Quem tem noção da crise, e isso se dá nesse caso com a União, ela simplesmente se recusou a reajustar a sua participação em mais meio bilhão de reais como pretendia o prefeito.
O metrô hoje é a fonte luminosa de antigamente que pelo menos proporcionava ilusões cromáticas nas pequenas e médias cidades.

Natal
Aparentemente está encaminhado, na transição HSBC-Bradesco, o natal vivo do Palácio Avenida no centro da capital. As celebrações são uma das poucas alusões no calendário nacional de turismo. Urge melhorar a programação com mais intervenientes como corais, teatralização ao vivo, mostras.

Perícia
Previdenciários decidiram suspender as perícias médicas ontem o que gerou bastante transtorno e prometem voltar a operar ainda hoje.

Agito
Como se marcou um debate na Câmara Municipal sobre a utilização do Uber, os taxistas se mobilizaram e querem obviamente manifestar-se contra. Outra mexida é a do professorado que volta a concentrar-se nesse fim de semana e a fazer manifestações de hostilidade ao governador Beto Richa por causa do novo projeto de eleições para diretores das escolas, visto pelos sindicalistas como retaliação em função das greves e do confronto de abril. Haverá mobilização nesse fim de semana e a matéria está rendendo polêmica no Legislativo estadual.

Metabolizando
O episódio da invasão da mansão, supostamente protegida por alguns policiais encapuzados na primeira gestão de Beto Richa, foi afinal metabolizado à falta de outra saída: embora agissem, sem o comando de um delegado, foram absolvidos pelo Conselho da Polícia Civil, já que a prisão se deu em cima de pessoas que praticavam crimes como jogos de azar e lenocínio. Inimaginável essa descoordenação em governo de Ney Braga e Canet Júnior. Parigot de Souza, mesmo doente, era mais atento.

Folclore
Não há, no modelo atual, cogestão democrática nas escolas públicas e sim tão somente congestão. Tem todo o jeito de provocação. E inútil.

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