Lei do teto é de Lerner
Só no Brasil acontece: um decreto derrogar uma lei e depois ela voltar como decreto para retornar à vigência. É a interpretação que o situacionismo está dando ao problema do teto para encaminhar créditos à fila dos precatórios. A fixação do teto foi dada logo no início da gestão Jaime Lerner e depois revogada por um decreto do governo Requião, o que estava até então em vigor.
Sabidamente não vivíamos um ciclo fraco da economia, mas os estrategistas (e Lerner os tinha como Miguel Salomão e Cassio Taniguchi, nível inexistente nos dias atuais) fizeram a indicação é porque certamente tinham noção da extrema dificuldade de sustentar fluxos de caixa e ordenamento fiscal adequados. Das ações de Lerner para ajustar o quadro houve uma relevantíssima voltada para a Paranaprevidência: a obtenção antecipada dos royalties da Itaipu, isso é preocupação em fortalecer o capital e não em desviá-lo para uma pedalada previdenciária como fez Beto Richa em meses recentes.
Mas a retomada daquele indicador quanto aos créditos de baixo valor é agora sustentada, na afirmação de Ricardo Costa, como indispensável dado ao fato de que apenas alguns deles fariam um rombo de R$ 300 milhões que demoliriam todo o esforço do ajuste fiscal.
Claro que isso ampliou o ''racha'' que já existia na base aliada desde os entreveros de abril, cujo ápice foi no fim do mês no massacre dos mestres. Mas agora é o ''dá ou desce'' pelo menos aparentemente, embora o líder Luiz Cláudio Romanelli dê sinais de recuo depois de um papo técnico com a Fazenda.
Mesmo que o recuo se confirme, haverá fricção na base, isso sem levar em conta que a Ordem dos Advogados do Brasil fará representação na instância superior. Mais uma vez vai ser chato para o Paraná com a façanha jurídico-política de derrubar a lei com um decreto e depois, como homem de Kafka que virou barata, reavivá-la da mesma forma. É, para dizer o mínimo, um barato.

Equipe
Como time de futebol, governo também é equipe. Ontem o secretário de Planejamento fez uma análise sobre os pesados investimentos na Segurança e que não deram retorno (aumento do efetivo tanto da militar quanto da civil) pois a escalada da violência continua. Sugeriu que compras de câmeras de segurança talvez dessem melhor resultado. O coronel Costa, da reserva, discutiu esses conceitos à tarde na CBN-Curitiba, dizendo que investir na área e com mais tecnologia é o caminho seguro e com mais respaldo em ação social.

Perpétua
Gayeviski, ex-prefeito de Realeza e ex-cara-chave da Gleisi na Casa Civil, vai acabar em prisão perpétua por abusar de menores: saiu sua sexta condenação (e ainda há mais processos) e já acumula mais de cem anos de cadeia.

O temporário
Gustavo Fruet tem soluções temporárias para tudo: o metrô (a linha é um aleijão), as construções e obras de infraestrutura não andam e anuncia saída temporária para o lixo. Definitivo só o rompimento metropolitano dos ônibus.

Força tarefa
Uma força-tarefa da PM e Polícia Civil ontem agindo em Fazenda Rio Grande para a prisão de maridos que não pagam a pensão à ex-mulher. Mais gente do que na ''raia'' do antigo Jockey da cidade.

Folclore
As penas aplicadas em Gayevski, ex-chefe de gabinete da senadora Gleisi Hoffmann quando na Casa Civil, constrangem mais do que notícias da Lava Jato. Aí, empata com Beto Richa que no caso 'Publicano' se irrita quando falam de baladas com menores de seus ex-auxiliares como o Caramori e agentes fiscais.

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