LUIZ GERALDO MAZZA
Tudo vale a pena
Nada a ver com Fernando Pessoa com seu ''tudo vale a pena se a alma não é pequena''. Mas o lulopetismo está partindo para o vale tudo, e isso por obra dos seus aliados, a fim de ''melar'' a Lava Jato. O teatro de operações é a CPI da Petrobras no qual se busca um meio de anular, de forma extensiva, as delações premiadas. Assim se fez contrato com a Krol em cima das operações no exterior desses delatores com o propósito de encontrar meios de checar, e mais do que isso, apurar a veracidade de tais depoimentos ou o encontro de provas de contradições entre o que relataram e outra visão dos fatos.
Só um herético, sem respeito algum ao mundo da poesia, cunharia a frase ''tudo vale a pena se a lama não é pequena''. A simples inversão da palavra alma aí se assentaria para justificar o vale tudo, até aqui empregado sem qualquer sucesso, destinado a tumultuar o processo que comprova com riqueza de detalhes o maior assalto da história brasileira ao patrimônio público em que supostos heróis, que até ''pose'' de guerrilheiro adotam, para sugerir que agem em nome da causa quando está mais do que explícito que enchem, isso sim, os próprios bolsos.
Era esperado que houvesse uma cruzada, às vezes até em nome do mais radical dos liberalismos, muito comum e apropriado entre advogados, para sugerir que estamos vivendo um período de exceção e supressão de direitos e que se faz necessário um basta nas agressões constitucionais com os poderes discricionários de um juiz federal. Ocorre que esse liberalismo, às vezes, entra em confronto com as armações aliadas como esse da convocação da advogada Beatriz Catta Preta, orientadora de pelo menos nove delações, para burlar uma cláusula pétrea dos direitos constitucionais na forçada quebra do sigilo profissional, em torno da qual o STF já se pronunciou, resguardando tal garantia-chave da missão advocatícia.
Quanto mais forem checadas as tais delações melhor para todos porque precisam ficar ao resguardo de qualquer dúvida que as contamine.
Rebelião
Novamente a cadeia pública de Cascavel se transforma em área de conflito: um ''pente fino'' ontem em suas instalações para ver a contaminação de presos pela gripe ''A'' constatada anteriormente, houve choque com pelo menos 16 feridos. Já no minipresídio de Maringá houve inspeção para apurar resultados de sua supressão decidida por intervenção judicial.
Arrastão
Uma força tarefa do Cope visando a morte de um policial por uma quadrilha especializada em ''arrastões em restaurantes'' prendeu seis suspeitos, sabendo-se que dois participantes estão foragidos.
Bom começo
O programa de parcelamento de dívidas fiscais do governo flui muito bem. Tanto que em duas semanas já se acertaram pelo menos R$ 215 milhões. Mais a campanha para exigir nota fiscal complementa as ações oficiais. Novo saque em depósitos judiciais foi também noticiado pelo secretário Mauro Ricardo Costa, mas a OAB, como da vez anterior, estará de atalaia para evitar abusos que comprometam direitos de titulares dessas garantias.
Dengue
Distrito sanitário de Paranaguá juntamente com seu prefeito alarmados com nada menos de 41 casos de dengue facilitados pelo calor e baixa salubridade da região. Teme-se também a forma hemorrágica da patologia.
Folclore
O sistema de recuperação parcial do ICMS, adotado no Paraná, foi decalcado da experiência paulista no assunto. Nessa semana anunciou-se que os créditos que seriam pagos neste ano em São Paulo ficam, por causa da baixa arrecadação, adiados para 2016. A notícia no Paraná não afetou a imagem da iniciativa.





