Impasse continua
A rejeição das duas emendas da oposição à mensagem de aumento dos barnabés estaduais na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia não elimina o impasse político já que deu margem a que o resíduo de resistência ganhasse algum ânimo. O problema é que a fidelidade da base aliada está minada e os mais sensíveis alegam não ser justo assumir ônus enquanto a oposição corteja de forma primária um tipo de demanda inviável.
A causa maior é a credibilidade zerada do governador que se transferiu para quem não poderia ser contagiado, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, a essa altura no limite da paciência por ter demonstrado, com rigor, que fomos para a cucuia em matéria fiscal e a situação estadual é de UTI. Se Beto Richa ainda tivesse energia para governar, bastaria a sua intervenção em depoimento dramático, num tom diverso ao que exibia na campanha, e tudo se resolveria. E a cada dia que passa há riscos de novas defecções o que dá musculatura à oposição minimalista. Deputados da base, em bom número, não acham que valha a pena o sacrifício, ainda mais com seus possíveis efeitos nas eleições municipais de 2016, já que não acreditam em milagre para reverter a conjuntura. O artifício do PMDB tido como legal, requianista, de ameaçar fechar questão é, como no velho hábito, mais uma bravata do senador. Nem essa evidência, e mais a de que na matemática a questão é favorável, quase um tratoraço, assegura firmeza aos governistas. É o temor da própria sombra, nada mais.

Segurança
Assalto a uma loja da Tim no centro de Curitiba é a expressão clara de como vamos em segurança pública: a gerente foi baleada à luz do dia e isso depois das dezenas de milhares de nomeações na área para fortalecer as condições de prevenção e repressão. O fato se deu no encontro das marechais.

Eletrocução
Mais um aumento, agora de 15%, no custo da energia a partir de 24 de junho, o que amplia o drama industrial em queda e o dos consumidores residenciais às voltas com a maior taxa de despesas familiares da história. Seremos todos eletrocutados. Será que o governador vai se declarar, outra vez, surpreso?

Investimentos
Tanto investimentos empresariais quanto os públicos sofreram queda brutal acentuada no primeiro quadrimestre. A situação do Paraná é das mais agudas superando, nos investimentos públicos, queda superior a 90% quase se ombreando com Minas Gerais e Distrito Federal.

OAB, a saída
Houve chio do governo porque o Sinclapol pediu a intervenção da OAB, por seu setor de direitos humanos, na questão crônica do 1º Distrito com capacidade para 8 presos e sustentando 48. Prova de que principalmente eles, policiais, não acreditam na administração estadual.

Assédio
Greves de curta duração foram usadas pelo Sindimoc (motoristas e cobradores) para denunciar assédio moral contra participantes de greves recentes e até casos de demissão: se tiverem mandato sindical não podem ser dispensados. A prefeitura aplicou multa nas empresas que paralisaram para ganhar simpatia obreira, mas isso não livra a capital de uma possível greve em cima de tais denúncias. Se isso ocorrer, espera-se alguma medida cautelar em favor da maioria, isso é do conjunto da população porque a justiça trabalhista é muito ritualística mesmo quando o embate se dá em atividade essencial. Na última foi mais expedita ao declarar de saída a greve abusiva. O pavor agora é do voto dos independentes em plenário.

Folclore
Um momento raro em nossa história ontem em Brasília com a presença de paranaenses de todas as correntes partidárias na posse do ministro Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal. O pior é que não dá para acreditar que o exemplo frutifique, pois a autofagia ainda é a marca dominante.

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