A mão gigante
Joelmir Beting, que era um frasista educador, resumiu a situação entre o fisco e o contribuinte da seguinte forma: a mão do governo é maior do que o bolso do cidadão. E, agora, com essa notícia de que o governo estadual meteu a mão em dinheiro indisponível, como já fizera na Paranaprevidência, nos fundos, dentre eles o penitenciário, a Ordem dos Advogados do Brasil não teve outra alternativa que não a de entrar com ação direta de inconstitucionalidade junto à instância superior contra mais essa agressão, como já atuara da mesma forma quando a mão grande se adonou de depósitos fiscais aos quais não poderia ter acesso, à época um desdobramento do Caixa Único.
É de examinar-se se tal conduta não implica em crime de responsabilidade que nem é apreciada pela avalanche parlamentar adesista que a submissão cativa sustenta. Nunca se viu algo na história paranaense: além da corrupção fiscal (que parece estar autorizada por tempo de serviço, já que o Gaeco afirma existir desde 1985) a evidência de uma gestão sem rumo e sem comando.
Essa compulsão expropriadora se dá num momento em que o Estado deveria, pela crise fiscal e a tentativa de ajuste, ser contido, austero, disciplinado já que não são pequenos os sacrifícios a partilhar para dar sentido à missão atribuída a Mauro Ricardo Costa como o comandante fazendário.
O incrível é a ausência de pulso e direção do governador Beto Richa que se mostrava tão à vontade quando cultuava um falso triunfalismo, e agora dá a impressão de estar esvaziado de liderança, ao menos no nível da revelada no pleito, como se fosse um intruso e não o personagem principal do cenário para o bem e para o mal. Sumiu a pegada do discurso afirmativo, prenhe de energia, aquela irradiação forte para o engajamento e a união contra a adversidade e parece incrível que esteja servido de especialistas, contratados a peso de ouro, para gerir um gabinete de crise quando estamos diante do caos.

Luiz Abi
E o empresário Luiz Abi Antoun se apresentou ao Gaeco. Costuma-se dizer que é um parente remoto do governador, na verdade um terremoto se comprovado o comando político das ações dos auditores delinquentes, como alega a acusação. Mesmo que não autorizado a fazê-lo tinha tráfego forte na administração, ainda segundo a promotoria pública.

Pressão
O professorado universitário não aceita a proposta de reajuste oficial e vem a Curitiba, representada por delegações de todas as unidades, para o último ato de resistência no Legislativo na segunda- feira. Parte da oposição está convencida de que o alerta da Fazenda é verdadeiro. Por sinal que na quarta ele dá um depoimento sobre a conjuntura e o fluxo do caixa.

Alarme
Mais um incêndio em casa de cômodos no centro da capital na Desembargador Westphalen. Há risco de situações semelhantes inclusive em pardieiros que foram tombados pelo município na Rua das Flores: urge uma vistoria como rotina e prevenção. E foi exatamente por esse temor e também por imposição dos bombeiros que se botou abaixo a pérgola que existia na Travessa Oliveira Belo, cuja instalação em concreto impedia a ação das viaturas em área estrangulada junto à praça Zacarias.

Enem
Entre as sequelas da greve professoral mais um problema: a Secretaria da Educação está pedindo ao Ministério mais tempo para o Exame Nacional do Ensino Médio.

Folclore
Um sonho do prefeito Fruet ameaçado: a transação com a Vila Capanema e entorno para ali instalar o Centro Cívico municipal está ameaçada com o leilão da Vila Olímpica, na qual a prefeitura construiria uma arena. A ficha da realidade está demorando a cair. Basta ver a especulação em torno do metrô.

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