Parcerias inusitadas
De repente pintou um modismo, tão inovador quanto o das empresas de economia mista, na vida nacional, algumas já postas em outros níveis de poder: a das tais parcerias público-privadas. Apontadas como solução flexível oposta à concentração estatal e ajustada à realidade fiscal, elas caminham lentamente no caso dos aeroportos e das concessões aí estabelecidas.
Mas as parcerias realmente existentes são essas reveladas pelo mensalão e ora detalhadas na Lava Jato que, aliás, dão resposta a outro tema da moda: a questão do financiamento das campanhas eleitorais, aí também colocada de uma forma tão mista quanto à das parcerias público-privadas. Embora a mordida maior seja em dinheiro público, o da Petrobras, ela é processada via empresas privadas, essas gigantes empreiteiras nacionais, em suas relações com aquela.
E, nesse quadro, o Paraná começa a dar uma contribuição diferente: o governo deve R$ 1 bilhão em prêmios a auditores fiscais e empurra essa fatura com a barriga já há anos e parece, com isso, ter perdido condições de acompanhar com maior rigor as ações de pelo menos parte desse pessoal, tanto que o Gaeco acusa a existência de uma trama de mais de 50 auditores em picaretagem apurada, inclusive em delação premiada daquele funcionário que, além dessa aventura, era dado à exploração sexual de menores e que se dispõe a dar o seu patrimônio (só uma fazenda avaliada em R$ 40 milhões) como integrante de um pacto de leniência, na verdade, voltado à redução das penas acumuladas por seus achaques.
Uma das causas da derrota do governo nas demandas de funcionários sempre foi algum tipo de dívida, como se deu recentemente, quando as rescisões do pessoal temporário da educação ficavam para as calendas e se constituíram numa das muitas vulnerabilidades na hora de negociar. Talvez, essa necessidade de pressionar pela causa tenham levado auditores até a contribuir nas campanhas de agasalhos da primeira-dama, o que não justifica insinuações como a havida em carta anônima, mas identifica formas de convívio que facilitam presunções nada agradáveis quando se descobre a trama feita em grupo. Indispensável que haja aí o mais amplo exercício investigatório do Ministério Público cuja atuação se tornou marcante, em Londrina, na cassação de três prefeitos e no afastamento de inúmeros vereadores, o que aqui é impossível na sociedade cartorial. .

Hibernou, congelou
O presidente do Legislativo, Ademar Traiano, (que havia sofrido panelaço dos mestres em sua casa) decidiu ''congelar'', ''hibernar'', a mensagem do aumento minimalista, devolvendo-a ao Executivo e acompanhada de outra proposta, mais palatável, até aqui desconhecida. Para hoje, há encontro programado entre o Fórum dos Servidores e o líder do governo estadual, Luiz Cláudio Romanelli, Especula-se que haveria aplicação de 3,45% já em junho e se atingiria em janeiro (olha o terror aí das três folhas de novembro/dezembro/13º) os 8% da inflação acumulada. Resta saber como Mauro Ricardo Costa vê essa alquimia, na qual deputados se recusam a assumir o papel pesado do arrocho e lhe devolvem a bola como aquele zagueiro do coxa fez no primeiro gol do Avaí.

Vestiba
Vestiba, com a manutenção da greve, já foi suspenso em Londrina, Maringá e agora também em Ponta Grossa.

Investigação útil
Ivan Bonilha como procurador do município, na gestão Beto Richa, andava um tanto intrigado com o ICI (Instituto Curitiba de Informática), que detém monopólio de engenharia de sistemas e deseja agora que o Tribunal de Contas faça a profunda e necessária avaliação do setor. Tudo bem: desde que depois, como no caso do transporte coletivo e sua auditagem, não fique postergando solução.

Folclore
Fruet é homem de fé, camarada: quer tirar as carroças que servem os catadores de lixo da cidade (o argumento é que tratam mal os animais, o que é verdade) por triciclos. É ''pedalada'' melhor do que as da presidente e do Beto Richa, mas também custa os tubos.

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