Exercício da pressão
Foi pela pressão que o governo estadual desistiu do pacotaço-tratoraço e agora, quando ensaia a fase executiva do seu ajuste fiscal, acaba encontrando resistência interna, isto é, na base aliada, como se deu com o pedido de urgência para votar a matéria. E agora o pessoal da Universidade de Londrina, à falta de outro tema, ensaia greve por causa das alterações desejadas no fundo de pensão dos servidores.
Consequência natural dessa eficácia, que obviamente não aconteceu num ato isolado de professora que acabou detida na Assembleia, é essa mobilização sindical e que também se mostrou operativa no protesto dos usuários de ônibus de Araucária contra as consequências da ruptura da integração metropolitana e seus resultados nos custos e na manutenção da mobilidade urbana. .
Tudo isso converge para aumentar as dificuldades de implantar essa nova fase do indispensável ajuste fiscal, única forma de tirar o poder público das dificuldades em que se enrascou. O pior é que se percebe menor capacidade de criar fatos políticos do que a presidente da República que a despeito de tudo mantém-se ativa, obtém boa presença na Guatemala e no encontro com Obama e tenta remar contra a correnteza.
O nosso governador, na ausência de indicadores positivos, faz bem de ir à Londrina na feira agropecuária e evitar uma omissão que apenas aumentaria seu desgaste notório. Precisa, isso sim, botar mais fé no "aperto" fiscal e comandar a sua implantação, com maior presença nos acontecimentos. Quem sabe até a revelação clara da situação fiscal, seu grau de dificuldades, seja mais adequado de não sucumbir na onda negativa.
Por causa da pressão que virá de vários setores, especialmente dos barnabés, isso sem falar no empresariado, urge sua presença em todos os diálogos que sabidamente serão ásperos. A fase da lua de mel e do ufanismo passou.

Baixar tensão
A questão das mudanças na Paranaprevidência deve observar um cronograma em que haja espaço para a racionalidade com a audiência, ao máximo possível, de gente especializada na área e que domine ciências atuariais, como se deu ontem com Renato Follador, um dos fundadores do fundo de pensão, na reunião da CCJ. O funcionalismo, de outro lado, tem toda a razão de desconfiar porque até hoje o Executivo tem sido o maior dos inadimplentes, não cobrindo a sua cota obrigatória. Por isso mesmo o máximo de espaço para o debate do assunto é uma imposição cautelar. Seguir em direção contrária é exercício de fascismo.

Golpe
Preso no aeroporto de Afonso Pena, na hora em que se mandava, o vendedor de pacotes turísticos para a Terra Santa. O saque já atingiu R$ 1 milhão em vítimas.

Recessão
Cada um enfrenta a recessão do seu modo: a Volvo para de funcionar por uma semana para ajustar-se ao mecanismo da demanda. Ônibus e caminhões pesados são um nicho apropriado à expansão da economia e não ao recuo do momento. Não é sinal de otimismo, mas está longe do pessimismo militante e que se espalha no país como a dengue.

Dúvida
Será que só em Londrina que os auditores fiscais aprontam e também seria apenas lá que o comando político acerta com oficinas mecânicas para atender a frota pública ou se trata de algo típico das nossas capitanias donatárias? Verificar é preciso, omitir-se não pega bem.

Folclore
Guarapuava faturou o Big Brother, Toledo a MegaSena e ontem se dizia que finalmente o Paraná teria uma vaga no Supremo Tribunal Federal, algo já comemorado tantas vezes e não ocorrido.

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