"Além dos hamsters havia um bichinho da Mongólia numa simbolização expressa do multiculturalismo dos nossos dias"



Minutos de glória
Os paranaenses andam na crista da onda: ganhamos o Big Brother Brasil, temos chance de emplacar um ministro no STF, Vacari é o destaque da CPI petroleira e é nosso o autor do derrame de roedores (hamsters) no recinto da Câmara Federal, lotado no gabinete do Giacobo e se chama Marcio Martins de Oliveira, um mártir como tantos deste país bonito por natureza, pois acabou exonerado.
Além dos hamsters havia um bichinho da Mongólia numa simbolização expressa do multiculturalismo dos nossos dias. Recolheram os bichos, mas deputados e aspones permaneceram imperturbáveis.
Só faltou para completar o cenário a intervenção de uma dessas ONGs que protestam com o emprego de animais em pesquisas e que se tornaria ainda mais deplorável como arma política.

Bronca de metro
Senadora Gleisi Hoffmann deu uma bronca de metro no seu aliado de conveniência, o prefeito Gustavo Fruet, por causa do metrô em vista do pedido para que a presidente Dilma reajuste os recursos no ritmo da inflação para a obra. Ela sugere ambivalência do burgomestre no assunto como se estivesse com uma dúvida hamletiana em torno de sua utilidade. Nem a prefeitura e muito menos o governo estadual têm os R$ 700 milhões que precisariam empatar no trambolho e a persistir o ritmo inflacionário em breve retornaria o Fruet a pedir mais dinheiro. Na crise que alcança todos os níveis de governo essa questão nem deveria ser discutida, tal a aventura que a caracteriza. Numa conjuntura dessas - recessão acoplada à inflação - se verificaria que isso não é uma prioridade que se justifique.
Ouçam Lerner: ele lembra que o metrô de Londres carrega 3 milhões de passageiros e o sistema de Curitiba (apesar do Fruet romper a integração) alcança 2,6 milhões de usuários a muito menor custo e sem submeter a Capital ao tumulto das escavações. Pelo menos até aqui.

Breque
Por falar em transporte ontem foi a vez do conselheiro Fernando Guimarães do Tribunal de Contas pedir vista do processo de auditagem, em sua fase final, em torno do sistema da praça. No relatório preliminar técnicos do TC sugeriam que a tarifa poderia ser sensivelmente baixada. Aliás Curitiba, como Capital, ficou em terceiro na inflação e justamente por dois itens a energia da Copel e a tarifa nova dos ônibus.
Pelo jeito está havendo dificuldade técnica para sustentar a tal auditagem e seus indicadores iniciais.

Murchou
A CUT se saiu mal nas suas duas últimas convocações, especialmente essa para combater a terceirização. Já não tem a vitalidade anterior e é claro isso se deve à imagem do PT nos eventos do mensalão e do petrolão. Ora se há um caso clássico de luta de classes é esse da terceirização, amplamente desejada pelo capital e que encontra resistência no proletariado.
Aquela máxima "quem tem CUT não tem medo" está em plena revisão. Na hora de mostrar-se abrasiva murcha como maracujá de gaveta.

Cutucada
A sutil cutucada da senadora Gleisi Hoffmann sobre o metrô parece ter relação com o quadro sucessório no qual o PDT estaria disposto a se afastar do PT e fazer opção pelos comunistas de Country Club do PPS. É apropriada para criticar o estilo hesitante do prefeito que o PT ajudou a eleger.
Fala-se muito na reeleição de Fruet, pois não se pode subestimar o handicap que o favorece, o de estar no poder, que ajudou Beto Richa mas não serviu para o seu sucessor, Luciano Ducci, rejeitado ainda no primeiro turno.

Folclore
Num dos recentes governos do Paraná teria havido aplicação de recursos da Paranaprevidência no Banco Santos que acabou quebrando. Essa uma das razões pelas quais a instituição carece de salvaguardas, bem mais consistentes do que as atualmente oferecidas.

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