Provocação inútil
Saímos, felizmente, do risco de uma greve de transportes e dois vereadores (Cicarelli e Professor Galdino) tentando ressuscitar parte do alarido de junho de 2013, apresentam o projeto do passe livre para estudante da rede municipal de ensino. Obviamente, querem faturar a vibração do passado porque estamos melhorando muito o nível de racionalidade nessa área, apesar da chantagem municipal com a ruptura da integração metropolitana por parte de Gustavo Fruet, esse um atraso secular na história do sistema porque nitidamente quem induziu a tendência foi justamente o município e que agora, para levar vantagem política e financeira, roeu a corda já bastante esticada.
Num momento em que algumas das barbáries são reveladas (o pagamento do Imposto de Renda dos empresários compondo a tarifa, os 3% da folha de servidores como um fundo social em favor do sindicato laboral) e que se somam as ações questionando tudo, como se vê nas auditorias da Urbs e do Tribunal de Contas - essa infelizmente interrompida e ainda por cima um questionamento junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre se há ou não a caracterização de cartel - nada como um corte epistemológico bem na linha populista para o raciocínio recuar em anos luz.
Tivéssemos uma Câmara Municipal mais madura, mais disposta à racionalidade, ela própria brecaria tal iniciativa por inoportuna, inaplicável e ainda por cima oposta ao espírito investigativo que dominou a recente CPI.
Esse assistencialismo, presente inclusive nos tais programas de distribuição direta de renda adotados nacionalmente, olhados como se fossem uma semente de socialização, é uma das piores faces do nosso comportamento político, algo como a desesperança no homem, ora restabelecido com essa iniciativa que num momento bom de algumas revelações soa como uma provocação da insensatez permanente. Só falta o Movimento Passe Livre virar partido político.

Queda
Produção industrial entre janeiro de 2014 e deste ano caiu 12%. Se alguém duvidava do peso da recessão, os dados vão aflorar. Inflação rumo a 8%.

Crise
A cada momento um sinal da crise de Estado paranaense: de manhã o prefeito Fruet voltou a referir-se à inadimplência acumulada do governo estadual ante o município e, à tarde, o Ministério Público do Trabalho mostrou que na cota do menor aprendiz estamos atrasadíssimos: apenas 255 quando esse contingente deveria ser no mínimo de 700.
Segundo o prefeito, o governo deve um acumulado de R$ 80 milhões e uma das causas da ruptura metropolitana no transporte foi essa.

Reitores
Houve pouco avanço no encontro entre os reitores das universidades estaduais e o líder do governo Luiz Claudio Romanelli para debater a greve (já posta como ilegal) e as suas causas principais. Encontro entre reitor e o feitor.

Protesto
Servidores do Ministério Público Federal estão sem qualquer aumento desde 2006 e, por isso, fizeram protestos nacionais ontem justamente quando a instituição é tão exaltada pela Lava Jato. Pelo jeito, a Lava Jato não lava a roupa suja de casa. Esse arrocho foi driblado por Judiciário e Ministério Público com o lance do auxílio-moradia, um artifício para ocultar aumento salarial. Por aí, se vê que um pretexto vale muito mais do que um protesto.

Maculosa
Dias passados, a mídia local referiu-se aos riscos da febre maculosa doença fatal transmitida por carrapatos que parasitam animais como a capivara. Como são comuns em parques públicos - Barigui em Curitiba ou em centros urbanos como Blumenau (SC) -, há receios. Registros da maculosa se dão mais em São Paulo.

Folclore
Pesquisas confirmaram: Fruet caiu, mas está melhor que Beto Richa e Dilma. E não vai "fruetificar" com o metrô. O público não está nem aí com o trambolho.

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