LUIZ GERALDO MAZZA
Sem novidade
Apenas se constata um acirramento de posições depois do encontro de ontem entre os secretários da Casa Civil e da Educação com o QG da APP no Palácio Iguaçu: o professorado mantém-se em posição de alerta, sustentando a greve, e o governo promete apenas dar uma tramitação civilizada e sem tratoraço ao pacotaço. O funcionalismo de um modo geral acha que o governo blefa com o risco de não sair a folha de fevereiro, mas na audiência ficou nítida, com alguns indicadores fazendários, a gravidade da conjuntura, já evidenciada nos cortes orçamentários das universidades estaduais e que inviabilizam algumas delas pelo impacto das restrições. Uma proposta que restabelece o módulo escolar (número de professores e funcionários) de 2011 foi apresentada.
Uma operação cabo de guerra define o momento e, para romper a inércia, urge que um dos lados faça alguma concessão se não o diálogo não rola e para quem espera que vá à exaustão o andamento é ruim. Os professores acham que Eduardo Sciarra precipitou-se ao antecipar em entrevista à CBN a disposição de manter a rigidez do programa, mas a intenção era justamente de não mostrar recuo depois da apatetada retirada do projeto da pauta e tentar, enfim, mostrar-se com energia para encarar um adversário que não pode ser subestimado.
Como estão empatados em radicalismo a hora não é de notícia boa.
Fruet
Com o início das aulas, Gustavo Fruet desfruta uma posição de vantagem em relação a Beto Richa. Não apenas aí como também no caso do transporte coletivo metropolitano ao romper parcialmente a integração financeira do sistema, o que, no entanto, lhe será lá na frente um embaraço se disputar eleição para federal em áreas como a de Araucária. Pelo menos, por ora, é tatuado.
Há um fosso de competência técnica entre a Urbs e a Comec e que o governo estadual só agora tenta reduzir pelo fortalecimento dos quadros da entidade metropolitana, daí também as dificuldades no manejo das tarifas que ao menos nesse momento preciso favorece politicamente o município.
De qualquer forma, se saísse agora uma pesquisa de opinião abrangendo União, Estado e município todos se dariam mal até porque é visível a irritação do público diante da recessão e do pessimismo que a acompanha.
Vingança
O dono do carro que caricaturou o camburão que conduziu deputados acabou multado e isso tem um sinalzinho de vingança. Quando o líder de Requião o deputado Luis Claudio Romanelli avançou sobre o bloqueio da praça de pedágio, para mostrar-se fiel à causa e ao chefe, acabou absolvido, ainda que grave o ato de insubordinação no policiamento rodoviário. Dois pesos e duas medidas. A charge foi mais espirituosa que o ato de violência e insubordinação, posto que dominado pela bravata.
Correição
É impositiva a necessidade de uma correição do Tribunal de Justiça nos casos de envolvimento de serventuários da Justiça nos desvios e corrupção que prejudicaram os pescadores do litoral com direito a indenizações e ainda por cima vítimas de seus advogados. Quem tem que entrar de sola aí é a OAB-PR, muito lenta nessas intervenções por sua área ética.
Mais adesão
Depois do pessoal da Saúde, das universidades estaduais e do Detran, agora quem entra na parada é a Associação dos Procuradores do Estado (Apepe), que faz assembleia dia 23, em sua sede, às 9 horas, para pronunciar-se contra a contribuição pelos aposentados à ParanaPrevidência e hostil ainda à criação dos dois fundos tida como escapismo para o governo economizar R$ 250 milhões mensalmente.
Folclore
Urbs, Comec e sindicato patronal (cartel), cada um com 30%, prometem pagar a antecipação salarial dos motoristas e cobradores hoje. Que façam o depósito em tempo para evitar o repeteco da greve. Com a igualdade na pobre construímos já uma sociedade socialista.





