LUIZ GERALDO MAZZA
Inimigo número um
Transformado em inimigo público número um da Petrobras, o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento, é apontado agora, depois de tantas revelações de fora e de escassas averiguações internas, como o culpado único e exclusivo pela alta de custos da Refinaria Abreu Lima que passaram de US$ 2,4 bi para US$ 18,8 bi. Essa descoberta da estatal é recente e dá a impressão que a bagunça interna é que permitia não só uma descentralização inaceitável como dava poderes demais a diretores. Dá para imaginar as acrobacias que virão para justificar toda a ineficiência e trampolinagem, incluindo a questão emblemática de Pasadena.
Aos poucos dá para perceber porque Roberto Campos quando se manifestando, com má vontade militante, chamava de Petrossauro e Eletrossauro nossas estatais. É evidente que sua posição era de intolerância com o estatismo decorrente dos nossos compromissos históricos, que vem do Brasil colonial, com a praga que nos corrói do patrimonialismo.
Recuperar a imagem da empresa, como bastião nacionalista e expressão de nossa soberania, é bem mais difícil do que fazer aflorar os resultados do pré-sal com a baixa gradativa do preço do petróleo e restabelecer as esperanças que esse fato gerou sob ainda o comando de Lula com Ibope tão forte que o PSDB tinha medo de afrontá-lo propondo uma CPI e o impeachment pelo mensalão.
Academia
Foi no governo Beto Richa que a Academia Paranaense de Letras deixou de ser um sem-teto com a sede própria no belvedere do Alto São Francisco e por essa razão houve a solenidade específica ontem à tarde no Palácio Iguaçu. Trata-se de conquista importante para a entidade que se reunia ora no restaurante do Senac, ora no Palácio restaurado da sede histórica da prefeitura ou ainda no Centro Feminino de Cultura.
Acareação
Temos duas versões do mesmo episódio: a do secretário de Segurança e a do jornalista Celso Nascimento sobre um incidente de trânsito, no qual o colunista admite que errou ao entrar numa via na contramão. O jornalista ficou duas horas sob ameaça e o secretário ligou, mais tarde, o incidente por facebook a um artigo que o criticara, escrito um dia antes da ocorrência, como se fosse represália e insinuou que seu crítico teria ameaçado policiais (com armas na mão) de um carteiraço. Se o fizesse seria herói de HQ.
Franceschini é acusado, por doutrinadores da segurança, de pender pela força e isso de forma radical. Aliás, a transferência do Depen para a área é um desses sinais significativos, outra a abolição das tornozeleiras eletrônicas, decisão de consenso nacional e instrumento de política penitenciária, contra a qual a secretário se insurgiu e que não é opinião dominante.
Enquanto isso, o desafio persiste: cinco caixas eletrônicos estourados, quatro deles na estrutura da Rua da Cidadania de Santa Felicidade, nesses dias.
Balanço
Outro dia foi o Instituto Curitiba de Informática que alegou ter a receber faturas de R$ 70 milhões; agora, também com ameaça de greve, a Cavo, que é responsável pela coleta e destinação do lixo, fala em crédito de R$ 80 milhões, o que dá uma ideia das dimensões do problema de fluxo de caixa da municipalidade. Novamente fez acordo em parcelas,
Enquanto isso, mostra-se enfraquecida para encarar a batalha do reajuste de cobradores e motoristas enquanto mantém o pingue pongue com a Comec sobre seus haveres acumulados em R$ 16 milhões.
Folclore
Curitiba tem três casas de suingue, no Brasil há cinquenta: sexo solto. A FOLHA, em página geminada, foi a pioneira em devassar esse mundo. Agora a revista ''Ideias'' faz a abordagem. No passado mais distante a coisa era mais discreta: chamavam de o clube da chave que era sorteada entre os clientes.





