Mestre nota baixa
É verdade que o contrato de gestão, aquele de monitorar metas de cada pasta, deu com os burros n’água. Tanto não funcionou que o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, nela permaneceu o tempo todo a despeito dos sinais perversos da gestão da área, tanto que alertada, inúmeras vezes, pela Secretaria do Tesouro Nacional pelas infringências da Lei de Responsabilidade Fiscal gastando o que não podia com pessoal e deixando de fazê-lo com o que devia na saúde.
Pois agora o governo se saiu mal no relatório dos anos 2011 a 2013 do Ideb, o campo do ensino médio, no qual perdeu nada mais nada menos do que cinco posições no ranking e a nota caiu de 3.7 para 3.4. E há algo maior do que se jacta o governador do que o regime de pagamento de professores e funcionários da Educação tido como um dos maiores do país? Como ninguém cobra o boletim, se azul ou vermelho, dos professores tudo permanece como se essa correlação não fosse imediata como resposta da área educacional aos benefícios recebidos.
Claro que essa simplificação não vai ser assimilada como uma penitência para a brava categoria: há o argumento de que isso passa pela gestão como se essa não estivesse também a cargo da classe por aqueles da hierarquia superior em funções que vão da regência a áreas de administração, incluindo aí setores como o do psicopedagógico, provavelmente mais sensível à questão ontem aqui abordada da violência de alunos contra professores.
Será que os diálogos mantidos ao longo de tantas reivindicações, como as duas mais recentes com passeatas e carreatas, não abordam os retornos da gestão escolar? Isso obrigatoriamente deveria constituir-se numa questão-chave, saber o retorno dos investimentos que o governo faz em construções e aperfeiçoamento do pessoal da área.
Claro que a nota baixa é do aluno, mas também do sistema e do professor.

Penitenciária
Com o motim da Penitenciária de Cascavel a imagem de modelo paranaense, tão decantado em favor da secretária de Justiça, Maria Teresa Uille Gomes, acabou se dissipando. Agravou-se com o pedido de ONGs com a denúncia ao setor de direitos humanos da Organização dos Estados Americanos. Recentemente fomos gongados por duas execuções de sem terra, uma no governo Requião, onde a morte de três PMs descaracterizados foi respondida com a execução do líder sem terra Teixeirinha em Campo Bonito e outra no de Jaime Lerner.

Graciosa
Inábil, para dizer o mínimo, a decisão oficial de abrir inteiramente a estrada da Graciosa, que sofreu reparos recentes, em cima do feriadão. O anúncio vai extrapolar qualquer cálculo de tráfego. A notícia é boa, mas não há cuidado com possível sobrecarga.

Um bolo
De uma tacada só, de atrasados de sua aposentadoria como governador (que usou para tirar José Richa do segundo turno na sua primeira eleição), o senador Roberto Requião recebeu uma bolada de R$ 452 mil. Dá para pagar multas eleitorais e também indenizações de processos de injúria e difamação. Aliás justificou sua opção pela aposentadoria em função disso. Como o pessoal do Beto Richa explorou o tema houve o repique de que a mãe do governador recebeu, ao longo de todos esses anos, mais de R$ 3 milhões e que não casa com seu companheiro atual para não perder a benesse. De repente a campanha fica assim: falar de mãe é o que a galera gosta, seja na rua ou num estádio de futebol. Mesquinharia vira joia. Certas verdades são de natureza deselegante, muito próximas da incivilidade.

Folclore
A política paranaense cultuava duelos. Em Ponta Grossa duas famílias se pegavam aos tiros e em Curitiba o deputado Júlio Rocha Xavier e o jornalista Roberto Barrozo, o pai, marcaram um que não rendeu vítimas. Antes do duelo Barrozo tinha sido atacado a cambui no centro da cidade.

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