Violência incontida
A frequência com que se dá atos de violência de alunos contra professores tende a se transformar em rotina: o ataque a facadas ontem contra a mestra em Piraquara pelo aluno que teve nota baixa reabriu o debate que já esquentara na semana passada com ocorrências por todo o território estadual.

É uma síndrome da cultura da violência que permeia a sociedade e está a reclamar uma resposta que tenha um vigor parecido com esse da APP-Sindicato nas suas demandas, até porque em função desse relacionamento tem conseguido melhorar seriamente de status. É incrível que não faça parte da pauta reivindicatória uma questão com essa relevância, a da violência contra mestres e escolas e o "isolamento" do entorno periescolar por parte das gangues. Da mesma forma que os mestres souberam, ao longo do tempo, e mais ainda nos últimos anos, codificar melhor as condicionantes de carreira, indispensável seria que com o mesmo ardor atuasse para minimizar o possível essa tragédia cotidiana. O que não é aceitável é tratar a patologia como se não tivesse uma dimensão notória de prioridade.

A convocação para que todos os agentes da educação participem é imperiosa e haja mobilização para encarar o problema sem escondê-lo. Quando a violência se torna sufocante o problema deixa de ser de natureza pedagógica para enfim constituir-se numa questão também de prevenção e repressão policiais, optando-se mais pela primeira do que pela segunda.

Cesta
Além da pequena melhora no desenvolvimento industrial depois de uma série sequencial de baixo desempenho, tivemos agora outra sinalização: na Capital a cesta básica caiu 1.7%. Haverá relação imediata entre esses fatores e a melhora de desempenho de Dilma Rousseff, depois de tanta queda?

Carteirinha
Acertadamente a UPES, União Paranaense de Estudantes Secundários, decidiu honrar as carteirinhas vendidas por vigaristas. Ao longo da história há vários lances como esse e não há como garantir a fidelização do documento.

Tuiuti
Afinal quando será ocupado o espaço anteriormente pertencente à Universidade Tuiuti no Bigorrilho. Falou-se que a rede Iguatemi de shoppings a ocuparia, mas a empresa nega.

Precatórios
Há disponibilidade de R$ 1 bi no Judiciário para o pagamento de precatórios, cujas parcelas (equivalentes a 2% da arrecadação, conforme imperativo legal) são geridas, em ação comum, pelo Tribunal de Justiça e a Procuradoria Geral do Estado. Alterações no desempenho da Receita (em junho-agosto houve queda decorrente do nível da atividade econômica) podem afetar a ordem de pagamentos à exceção do suprimento de precatórios, em que há imobilizado suficiente.

Ratos
Um setor do bairro do Boqueirão em Curitiba reclama de excesso de ratos na região. Ora mesmo no calçadão da Rua das Flores, centro da cidade, há roedores em quantidade em função dos rios subterrâneos Ivo e Belém. Uma piada de mau gosto sugeria que essa ocorrência é politicamente correta para um modelo ecológico, já que os ratos fazem parte do ecossistema.

Nova direção
A Penitenciária de Cascavel está sob nova direção e estruturada em dirigentes que já operaram na Penitenciária Central do Estado.

Folclore
Num baile de miss estavam João Chede, deputado que presidira a Assembleia, e o então governador Ney Braga. O governador, que não era muito alto, conduzia uma alta e o deputado, de porte, valsava com uma muito pequena. Num momento quase cuidou de trocar de par, tal o seu desequilíbrio na parceria.

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