LUIZ GERALDO MAZZA
Culto à barricada
Novamente tivemos cenas de ação direta no entorno do Hospital de Clínicas para impedir a sessão do Conselho Universitário que aprovaria por 31 votos a nove o convênio com a estatal de assistência hospitalar da União. Nem a multa obtida em cautelar contra o bloqueio aos conselheiros os deteve tal a força da palavra de ordem testada em ocasiões anteriores e que inviabilizaram o processo considerado inevitável pelo reitor para safar o HC da crise.
O confronto mostrou que o mito da barricada é ainda muito forte entre os militantes e o tom guerreiro, inclusive com a roupagem Black Bloc, embora em aberto contraponto ao clima de democracia que vivemos. Eles tinham certeza que a matéria seria aprovada e por isso levaram ao máximo a resistência e ainda confiando num plano b no contraditório judicial.
Para que houvesse "quórum" houve a necessidade de uma teleconferência para captar os votos de conselheiros em lugares distantes. Não espantou o fato de haver ações de sabotagem como a do corte de energia do local e à tarde ainda havia manifestação agora pela liberação de uma baixa, a do manifestante preso.
Baixo prestígio
A crise permanente do Hospital de Clínicas tem uma origem centrada na baixa representatividade do Paraná e ausência de pegada dos seus políticos. Desde 1954, sob Munhoz da Rocha, tivemos a retomada de ministérios. O primeiro foi o da Saúde, que teve mais dois ocupantes da terra, e o da Educação, que contou também com três e nada se avançou no quesito. O HC é dentre hospitais escola um dos poucos que não tem seu pessoal pago por fonte ministerial. Ministros de ontem como os de hoje parece que dão as costas a temas regionais com receio de passarem por provincianos.
Roto & remendado
Num institucional da Copel ela faz advertência para que não joguem lixo nos rios e a Sanepar é acusada, pelo MP e Ibama, de lançar esgoto no Iguaçu e está sendo processada por isso.
Metrô
Enquanto não neutraliza o bloqueio do Tribunal de Contas aos procedimentos do metrô de Curitiba, Gustavo Fruet tem apoio dos vereadores que na comissão de finanças aprovaram o empréstimo de R$ 700 milhões no BNDES que cabe ao município. Como os demais esse será também como na Bahia, Brasília e Pernambuco um processo controverso.
Na verdade tecnicamente o assunto não foi debatido e veio na base do oba oba como no passado os prefeitos queriam fonte luminosa.
Pode?
O uso sistemático de reportagens da RPC com críticas a Beto Richa, nos programas eleitorais de Requião, está sob exame de advogados a respeito de sua pertinência legal.
Marina
No debate presidencial da Band há a convicção de que a melhor foi Marina e ontem no do governo estadual houve mais empate do que embate.
Memória
Nas celebrações da morte de Dalton Paranaguá houve referência ao fato de sob sua administração ter havido a decisão de abastecer a água de Londrina com a captação do Tibagi. À época outra opção, muito discutida e afinal descartada pelos custos (o líquido saía a quase 40 graus e tinha que ser resfriado) era a do aproveitamento do aquífero, então chamado de Botucatu.
Folclore
Quando secretário de Saúde de Paulo Pimentel, Dalton Paranaguá protagonizou cenas de interdição de restaurantes e bares na Capital como um super fiscal a quebrar pratos e copos que burlavam os regulamentos sanitários.





