Ofensiva do TC
Pressionado pelos prefeitos (que neste momento são aliados mais importantes dos deputados do que o próprio governo a quem tanto servem), o Legislativo vê formas de atender as demandas sem agredir demais o Tribunal de Contas. Na medida, porém, em que se mostra leal aos burgomestres acaba esquecendo da outra irmandade, a existente com o Executivo. E foi isso que levou o TC a lembrar que o governo insiste em ultrapassar o teto prudencial dos gastos com pessoal. Jogo de
sutilezas, de espadachins clássicos.

Por outro lado, há a eleição do Tribunal em breve e uma das formas de mostrar independência seria não apoiar o postulante do governo, Durval Amaral, daí porque o conselheiro Nestor Baptista apareceu como digladiante.

Por esses detalhes e mais a questão de não castrar o TC, o que geraria um buraco negro institucional, Valdir Rossoni teve que rever suas posição de início radical demais em favor dos municípios. Mas o Tribunal foi, mais uma vez, para a ofensiva ao mostrar, em nota oficial, que não reajustou as multas e as mantém em nível tecnicamente tolerável. Essa vai para os pênaltis.

Sujeito oculto
Cerebral demais a jogada situacionista: caminhada da Dilma em todo o país sem a presença da referida, garantia contra vaias. Firma-se, porém, na análise como sujeito oculto da oração.

Solução
Explode-se um caixa eletrônico por dia no Paraná, revela esta FOLHA. Se fosse uma urna eleitoral a cada 24 horas, o governo interviria. Como se sabe, só pensa naquilo para cumprir o que prometeu e não fez em quatro anos.

Diálogo
"Tá todo mundo politizado, não dá pra falar com ninguém." Nem em Israel e nem na Faixa de Gaza e muito menos aqui com essa eleição meio modorrenta.

Na marcha
Roberto Requião tenta valorizar o seu papel na sucessão nacional na hipótese de não figurar na marcha de hoje a favor de Dilma Rousseff e também para não disputar espaço num momento que mais favorece Gleisi Hoffmann, afinal a festa é do PT, embora dissimulado em seus signos.

Como sábado é dia de agito na Boca Maldita já se sabe que os dissidentes do PMDB vão agredir Requião inclusive distribuindo documentos do pedágio, aquele em que o governador abre mão da duplicação na BR-277 por uma baixa tarifária de 30%. O espaço é curto para tanta manifestação.

Teste
Gustavo Fruet já foi testado em vários episódios como o das tarifas de ônibus e agora pega, na segunda-feira, outra parada: a greve dos mestres municipais que pretende peitar através de uma força tarefa que estará nas escolas, razão pela qual pede aos pais que mandem os filhos às aulas. Pela vez primeira há uma atitude de estadista nessa questão porque o normal, em nossa tradição, é curvar-se aos grevistas, moleza que não é boa para sindicalistas, que carecem de um mínimo de enfrentamento e para a autoridade, normalmente subordinada. De repente recupera-se o princípio da autoridade, uma necessidade para evitar abusos da liberdade em qualquer sistema de poder equilibrado.

Folclore
Qualquer descuido vai pro tapetão: a alegada ausência de doações na campanha do PSDB já está na justiça por iniciativa do comitê de Gleisi, mas quem está levando as maiores chumbadas é Requião. Entre as equipes há emulação para ver quem ganha mais disputas no TRE.

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