LUIZ GERALDO MAZZA
Joias da corôa
As empresas estatais, de forma discreta ou exagerada, têm a tradição de se meterem na campanha eleitoral, razão pela qual, face ao aumento da vigilância, acabam, como está acontecendo, envolvidas em processos que punem o governo. Isso se dá com maior frequência com a Copel e a Sanepar. Esse envolvimento já foi bem maior num tempo em que aos quadros estratégicos da Copel se confiava nada menos do que o programa de governo e isso ficou bem nítido no neysmo que deu vitalidade a essas empresas e tantas mais que também se alinhavam como a tal da Fundepar que dividia ações políticas e administrativas com a pasta da Educação.
Hoje essa participação é mais discreta e com o aperfeiçoamento do sistema de sensoreamento ainda assim volta e meia são apanhadas em infrações. Foi muito discutida a troca de institucionais da Aneel e da Copel, se infringiam ou não a Lei Eleitoral, posto que se tratasse de versões no episódio da alta da tarifa e que na verdade beneficiou mais Beto Richa, porque a impressão que ficou foi a de que reduziu o impacto do reajuste, que se reeleito vai cobrar em 2015 com juros e correção monetária.
Antes de a Copel consolidar-se o apagão dos sistemas de motores do DAEE, Departamento de Águas e Energia Elétrica, provocava ordinariamente quebra-quebras nas cidades por causa do corte de luz. Com a integração do sistema a eficiência da empresa é que marcava pontos ou então o assistencialismo da cota mínima de energia do luz ou de água às vezes com marcas fortes como o do "Luz Fraterna" quase no mesmo nível do "leitinho das crianças", concessões que todos os governos fizeram. Também a água elegia vereadores e deputados por causa dos fins de linha das redes em função da falta de pressão e com o Planasa, Plano Nacional de Saneamento, os sistemas se tornaram padronizados e esse estilo de demanda desapareceu por obsolescência.
Laranja
Quem será o maior "laranja" da campanha eleitoral? Ainda é cedo já que os candidatos se encontram em aquecimento. Como dizia Ataulfo "laranja madura na beira da estrada// está bichada, oi Zé, ou tem marimbondo no pé". O fato é que até o ridículo tem um custo.
Arena
Tudo certo entre a empresa, o Atlético e a Carteira de Fomento: a CAP afinal apresentou toda a documentação e se habilita a receber a última parcela de R$ 6 milhões e pouco e fazer acertos com terceirizadas e trabalhadores.
O público do entorno está chiando contra o bloqueio da Buenos Aires e aguarda a recomposição da praça.
IBGE
Ao contrário do que assoalhou uma pesquisa contratada pela Associação Comercial, que detectou queda de 14% em junho (DataCenso), houve segundo o IBGE um crescimento acumulado no varejo de 4,9% no acumulado de 12 meses no Brasil e de 6,9% no Paraná, isso até maio. Para descompensar a inflação anual está em mais de 7%, acima do teto pré-estabelecido.
Seletivo
A CPMI quebrou sigilos fiscal, bancário e telefônico de Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, mas não estendeu a medida às empreiteiras. Como no caso do mensalão, onde pelo menos o parlamento operou e com plena vitalidade, a confiança é na justiça.
Pinhão
Safra de pinhão caiu. Resultado: a fruta está a R$ 10 o quilo. Professor Zaneti, o criador do pinhão de proveta, quer facilidades para o plantio da espécie para que não se dependa só das reservas nativas.
Folclore
Era visível em 1960 que Jânio venceria a eleição presidencial. Ney Braga, muito vivo, lançou o "quem é Ney é Jânio, quem é Jânio é Ney". Mas aos mais radicais da UDN soava herético apoiá-lo até que veio a exegese salvadora: "Jânio é a UDN de porre, mas que porre!".





