LUIZ GERALDO MAZZA
Copa e eleição
Da mesma forma que um momento de bom humor nacional levou Dilma Rousseff a recuperar 4 pontos no DataFolha é possível que o mau momento a prejudique. Da mesma forma que suas quedas de Ibope aumentam o valor das ações na Bolsa tais sortilégios tiveram respostas do estafe presidencial após a debacle contra a Alemanha: a presidente quer algum controle sobre exportação de nossos jovens craques e o ministro Aldo Rebelo, reassumindo tiques tipicamente do PCdoB, pré-queda do muro de Berlim, pretende alguma forma de intervenção estatal no alegre balípodo.
Tudo que é estatal vai mal: educação, saúde, segurança, saneamento básico e, além do mais, o que carece de intervenção, nos desdobramentos da Lava Jato, é a Petrobras. Como não dá para blindar-se daquilo que favoreceria o governo caso o escrete não fizesse o papelão, o oficialismo busca alguma compensação como se já não bastasse o encontro dos Brics no país, no qual há a oportunidade de sair-se bem desde que não cometa bolivarianices obsessivas comuns em sua agenda diplomática, a compulsão pelo atraso, o arcaísmo em nome do novo em relações com Bolívia, Equador e Venezuela.
Vamos esperar que tudo vá bem, que a disputa do terceiro lugar não dê lugar a outro vexame acabrunhante (até porque o primeiro feito do Brasil em Copa em 1938 foi esse e ainda por cima com Leônidas da Silva como artilheiro) e que haja um julgamento justo do evento mundialmente. Depois temos a chance de brilho na convenção dos Brics como já nos destacamos na Organização Mundial do Comércio e aí os fatores de influência na eleição serão outros, bem menos fantasiosos do que o mundo mágico da bola.
Quem quebrou
Segundo Beto Richa a crise financeira se deve a Requião, mas pesa também a perseguição da Gleisi Hoffmann a brecar nossos empréstimos e transferências de recursos. Já para a petista o governo paranaense é transgressor das normas da Lei de Responsabilidade Fiscal e gastador compulsivo. Como já se sabe que não discutirão problemas paranaenses poderiam dedicar-se ao trivial variado pelo menos nos debates, se é que os teremos já que a justiça exige isonomia, isso é igualdade de tratamento para todos os postulantes, mesmo aqueles que não têm pontos nas pesquisas, o que também tira o interesse da TV e do rádio.
Ibope dobrado
Ontem a RPC mostrou as obras da Klabin em Ortigueira e esse - os feitos do "Paraná Competitivo" - é um dos poucos aspectos positivos do governo. Uma série dessas mostrando reações e esperança das pessoas nas áreas atendidas dobraria o Ibope.
Como reportagem e não institucional pega melhor ainda.
Estatismo
Monteiro Lobato prelecionava "querem acabar com o jogo do bicho? Simples: oficializem-no". Jogos lotéricos hoje são monopólio da Caixa que fazem do Estado brasileiro o mais batoteiro de todos. Por que não bingos e cassinos?
Provisão
Para haver tranquilidade na questão das três folhas do pessoal em novembro seria indispensável, como fez Eron Arzua no governo Requião, fazer a provisão duodecimal em caixa. Se o governo não paga sequer as obrigações de servidores
colocados à sua disposição e cedidos por municípios dá pra entender o sufoco.
Folclore
A multa ao líder do governo, Ademar Traiano, por infração eleitoral em artigo em que atingiu Gleisi Hoffmann mostra o tipo de vigilância que teremos na campanha. O melhor advogado oficial nessa área era Ivan Bonilha, que provou que o tapetão é, às vezes, mais importante que o marketing. Foi por artes dele que as pesquisas eleitorais proibidas beneficiaram Beto Richa.





