LUIZ GERALDO MAZZA
Reavaliação constante
Época de eleição é um momento apropriado para ver em que posição o Paraná está em qualquer setor seja o da educação, saúde, segurança e também na parte de infraestrutura. Nas avaliações nacionais não estamos bem situados e quando o confronto é na região meridional perdemos para catarinenses e gaúchos. Por isso a série de reportagens sobre os nossos desafios dessa FOLHA soa relevante nas edições dominicais.
A primeira delas sobre educação mostrava que estávamos bem no Ensino Fundamental com uma taxa líquida de matrículas de 92,4% alunos de 6 a 14 anos. Já no Ensino Médio a taxa de matrículas da população de 15 a 17 anos ficou em 58,8% em 2012 e apenas 59,3% dos jovens até 19 anos concluíram o Médio.
Outra deficiência é a da oferta do Ensino Integral, pois é meta do Plano Nacional de Educação que a modalidade esteja em oferta em 50% das escolas públicas, quando nos anos finais do Fundamental da rede pública em 2012 era apenas de 5,5%. Como esse encargo é municipal há a evidência de que cerca de 42% precisam lutar para atingir índice satisfatório. A nota, anos finais do Fundamental, de 3,6 em 2005 subiu para 4,3 em 2011 e no Médio foi de 3,6 a 4.
Nos últimos três anos a categoria mais bem atendida salarialmente foi a dos mestres com 50,16%, restando agora que as metas sejam recuperadas daqui para a frente, embora num ritmo menor do que os avanços salariais.
É hora do diagnóstico e da proposta de correção. Afinal os técnicos convocados ganham salários de mercado eleitoral altamente significativos.
Lastimável o estado de boa parte das escolas com algumas com reforma pela metade por causa da desesperadora falta de recursos.
Oligarquias
A escolha da vice de Beto Richa é um exemplo de quanto o peso das oligarquias ainda decide disputas no Paraná, no caso a comandada de Maringá por Ricardo Barros a qual se submete Silvio, seu irmão, e à época candidato ao governo. Uma só família foi decisiva para a operação.
Outro fator é visível na lista de candidatos nas eleições proporcionais: filhos, netos, sobrinhos de parlamentares ali aparecem para mostrar que o senso de renovação se dá em plano oligárquico, o que nega a existência de uma sociedade mais aberta, flexível, reafirmando o coronelismo que teoricamente tanto abominamos. Da boca pra fora.
Badalação
Uma das obras de mobilidade urbana mais badaladas foi a do viaduto estaiado em Curitiba, considerado um despropósito pelo alto custo. Pois agora alguns proprietários examinam a hipótese de ação contra o Município por falta de previsão e provisão nos planos da cidade em pleitos indenizatórios por prejuízos aos imóveis e seu entorno comercial.
Cinismo
Já por mais de uma vez se faz demagogia, e de alto risco, em face das tarifas de água e energia. Requião notoriamente as manteve deprimidas e Beto Richa, mais cauteloso, se valeu do parcelamento em dois exercícios sucessivos: o restante do devido à Copel virá em 2015 quando não há eleições, atingindo o custo de produção de nossas indústrias, hoje num ciclo de queda.
Folclore
Napoleão Teixeira, numa aula de Medicina Legal em Direito da Federal, faz referência a uma tribo de índios que costuma aplicar formigas e outros insetos venenosos sobre o órgão sexual para torná-lo inchado, maior. Uma das alunas, pudica em excesso, não tolera a narrativa e, irritada, ameaça deixar a sala. O professor, sem se alterar, avisa: não se apresse que navio para lá só o mês que vem. Coisa dos anos 50, quando não se cultivava o politicamente correto.





