LUIZ GERALDO MAZZA
Não tem bom
Olha nem na Copa e muito menos na eleição não tem bom. Resta-nos esperar que em ambos os casos ganhe o menos ruim. Essa tem sido a minha sina de eleitor: optar pelo menos ruim, uma deformação em termos da doutrina de São Tomas de Aquino em torno do mal menor. É claro que não se trata de uma adaptação do doutor da Igreja, inovador do aristotelismo.
Há, embora aparência em contrário, extrema complexidade em apontar o menos ruim, quase no mesmo nível de dificuldade de indicar o melhorzinho ou, em casos excepcionais, o melhor disparado.
Fica visível que teremos dissimulação como sempre: em termos de assunto básico a covardia da conveniência leva todos, mesmo quando com aura da esquerda, como se deu com Dilma e José Serra, ao alinhamento em torno de fé e não da ciência na questão do aborto, o terror-pânico de católicos e evangélicos os leva a tais cuidados comprometedores. Não saberemos sequer os matizes doutrinários que separam os postulantes especialmente com o predomínio das mensagens do marketing que jogam com as impressões superficiais e de forma alguma com o pensamento e a reflexão.
Depois de Alemanha e Argélia e Argentina e Suíça ficou evidenciado o nível por baixo da pelada mundial. E aqui a classificação do Brasil, bem difícil diante da Colômbia, poderá ter influência no processo eleitoral. Em 1950, também tempo da outra Copa, houve eleição: obviamente Getúlio Vargas e a UDN de Eduardo Gomes eram mais representativos do que os candidatos atuais e aqui no Paraná dois engenheiros, de altíssimo nível, disputavam o Palácio São Francisco: Bento Munhoz da Rocha e Ângelo Ferrário Lopes, algo radicalmente incomparável com a mediocridade atual. Faz-se isso sem idealizar o passado com o sentido de melhorar o futuro tentando aprimorar o presente, mantendo-o sobre forte crítica.
Derly, uma sombra
Quase o Eduardo Sciarra, do PSD, sai vice de Beto Richa. Corria o risco de virar o Derly Donin, aquele vice de Toledo que desmontou Osmar Dias, por causa daquele flagrante do Gaeco no Tribunal de Contas em cima do coordenador da licitação do anexo da edificação, ligado social e funcionalmente ao pessedista. Todo o cuidado com os vices foi uma lição que restou daquele pleito. E com um detalhe: um pecado venial bem explorado vira mortal.
Diploma
Uma das evidências da derrota da exigência do diploma de jornalista está na Copa: o espetáculo reclama a presença de boleiros como analistas e isso veio, já há muito tempo, para ficar. Não apenas na Copa, mas em todas as disputas.
TC aperta
Mais uma prensa do Tribunal de Contas em repasses à Arena da Baixada pela Fomento Paraná. Trata-se de fiscalização cerrada em torno do custo inicial e final da obra e de juros. Se essa severidade visasse o governo seria melhor, ainda mais depois do flagra do Gaeco e do processo no STJ.
Outra prensa
Agora é a vez do Ministério Público Estadual dar uma dura nas prefeituras relativamente à oferta de vagas nas creches e que permita o trabalho das mulheres. Antes quem fez isso foi o MP do Trabalho (Margaret Mattos).
Folclore
Até aqui os tidos como grandes como Alemanha, Argentina e Brasil se classificaram com as calças na mão. Mesmo a Holanda e a França não foram lá essas coisas e os que surpreenderam mesmo foram Costa Rica e Colômbia. Só que isso pode não se confirmar na fase adiante. Enfim tudo zerado.





