Cartão amarelo
De todo o despacho que tirou novamente o conselheiro Fabio Camargo do TC o que mais chama a atenção é a advertência do STF aos parlamentares para não considerarem o posto vago e não iniciarem o ritual de uma nova escolha pela singela circunstância de não haver decisão final sobre o assunto enquanto não houver o exame de mérito da matéria. Os deputados estaduais costumam esquecer que estão sob suspeição, lá no CNJ, de terem participado de um conluio para aquela escolha em cima do Caixa Único e do acesso aos depósitos judiciais. E talvez por isso mesmo quando houve a primeira decisão do TJ afastando Camargo do TC se precipitaram em praticar os primeiros atos para suprir a vaga.

O cartão amarelo de agora tem um sentido de censura, um tanto quanto sutil, mas suficiente como advertência pedagógica.

Imaginem se amanhã o CNJ considerar que a presunção de uma articulação entre os três poderes está na origem do provimento da vaga, não haveria como evitar o terrível constrangimento pelo fato de a suposição ter sido confirmada, colocando mal, historicamente, e com tatuagem, os três poderes de Estado.

Mais greve
E agora promete-se mais uma greve, agora dos funcionários da Urbs. Só falta haver a solidariedade de motoristas e cobradores para que se implante o caos na cidade mais uma vez na exploração do background da Copa e em cima do primeiro jogo na Arena da Baixada, dia 16, entre Irã e Nigéria. É um teste para o nosso prefeito Gustavo Fruet que se saiu mais ou menos bem na greve dos cobradores e motoristas, ainda que sem levar a nota máxima.

Espera-se que os sindicalistas urbanitários ajam com urbanidade.

Desinformação
Houve muita desinformação nos atos do Ministério da Integração Nacional em auxílio à tragédia paranaense das enxurradas, o que levou às bravatarias de alguns e à paranoia paranista de outros. Até aquele momento em que o ministro conversou com Beto Richa e a senadora Gleisi Hoffmann não se tinha um quadro consolidado das dimensões da tragédia com o estado de emergência em 132 cidades revisto anteontem. Haverá aporte específico do BNDES à Carteira de Fomento para obras nas áreas atingidas.

Saiu
O BNDES informou ontem ao governador Beto Richa que estarão hoje no Tesouro Estadual os R$ 817 milhões do Proinvest, grana do Banco do Brasil. Antes tarde do que nunca. A demora ainda serviu de alavanca eleitoral que Gleisi Hoffmann até agora não soube neutralizar, ainda mais depois do fiasco das cheias.

Turismo e truísmo
Nos manuais da Copa o Paraná teve quatro referências turísticas: Foz do Iguaçu obviamente e três de Curitiba aí alinhados o Jardim Botânico, o Parque Tanguá e o Museu Oscar Niemeyer. Foz não é turismo e sim truísmo. Com cheia ou vazão é permanente, universal.

Metrô
Está marcada para 11 de agosto a licitação do metrô. Como a data marca a instalação dos cursos de Direito no Brasil seria interessante que houvesse a máxima atenção em aspectos de legalidade, já que a questão da viabilidade e da oportunidade foi extremamente mal discutida em função da disponibilidade de recurso a fundo perdido por parte da União. Há ainda o caso levantado pelo Crea e pelo Conselho de Urbanismo e Arquitetura de que a prefeitura da Capital ficou leiga na questão, denúncia gravíssima até hoje mal respondida.

Folclore
Deputados brasileiros ficaram horas discutindo a relevância de cultivar o dia do ovo e dos seus significados biológicos e religiosos. Mereciam uma ovação e com os ovos podres.

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