Greves sincrônicas
Como até as centrais sindicais já tinham anunciado, haveria muitas greves em cima da Copa do Mundo: só ontem tivemos o caos na saúde com seis hospitais privados e filantrópicos da Capital e mais o Hospital de Clínicas fechados.
A variedade da pauta de reivindicações expressa que nem tudo é possível atender e uma delas, a do Hospital de Clínicas, conta com o fermento ideológico da resistência à acoplagem da organização a uma empresa do governo federal para tentar tirá-lo do sufoco financeiro.
E isso ficou demonstrado quando os grevistas decidiram pressionar os membros do Conselho Universitário que avaliavam a conveniência ou não ao acordo com a empresa pública federal ao descobrirem o local em que estavam reunidos distante das edificações universitárias em instalações da Procuradoria Geral da República. Esse tom meio selvagem das manifestações gera estilo e, pior do que isso, noção de que tudo vale, é legal.
De pouco adianta o Ministério Público acusar abusividade dos trabalhadores, já que estamos num ciclo (pode até ser uma era) em que as paredes ganham clara conotação de resistência civil com a justiça do trabalho aceitando negociar com dissidências sindicais como se isso não ferisse a norma primaríssima da legitimidade de parte. Como a justiça despreza um fundamento desses é que ela entrou também num processo de desregulação ajustado à anarquia.
O azedume da população com a Copa - pesquisa recente em Curitiba dá que 60% da população a rejeita - é um dos fermentos desse oportunismo sindical e não se tem ideia a que ponto chegaremos com o desdobramento disso tudo.
Curioso é que tanto o Pequeno Príncipe como o Erasto Gaertner (do câncer) não foram afetados em nada, embora arrolados no processo.

MP demais
Só neste ano a prefeitura da Capital teve que responder mais de 1.700 pedidos de informação do Ministério Público. Não espanta que agora o MP do Tribunal de Contas esteja questionando a regularidade da venda do Estar, alegando falhas formais como a da abertura de edital para a concessão à Caixa Econômica.
Donos de bancas de jornais insistem que devem participar da venda.

PIB
Curitiba é o 15% PIB per capita do Paraná (R$ 32.916) e o principal é de Araucária (R$ 108.142) seguido de Saudade do Iguaçu (R$ 94.897) e de Paranaguá com R$ 63.280. O PIB per capita, segundo a piada, é uma abstração socializante segundo a qual a soma do que eu ganho, mais a do Canet Júnior e o salário da doméstica dividido por três dá esse belo número. Ibiporã por ter menos população dá per capita (R$ 24.631) superior ao de Londrina (R$ 21.071).
Araucária leva a vantagem de ser a sede de refinaria da Petrobras e além disso receber royalties como se dá com Saudades do Iguaçu, beneficiária de Itaipu.

Transição
As primeiras geadas e a perspectiva de que se temos temperaturas tão baixas na transição do outono enfrentaremos um inverno pesadíssimo. Reeditar o livro de Reinhard Maack "Geografia Física do Paraná" com suas tabelas de ciclones, tufões, geadas e desastres naturais atualizadas seria um bom caminho para o departamento competente da Universidade Federal.

Folclore
Um desembargador frequentava o salão de cabeleileiro do Hotel Del Rey e um dia corrigiu um dos barbeiros que tinha se referido a um árbitro de futebol e acentuou "juiz não e sim árbitro". Nesta semana ele deu a notícia ao desembargador da liberdade do Lalau com a expressão "soltaram o árbitro".
Aí se enganou. pois esse era juiz famosíssimo.

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