Livros ocultos
Com o lançamento de uma publicação com ênfase na fotografia sobre José Richa, já que outro, de sentido apologético, mas feito por um repórter que acompanhou a carreira do ex-governador, Hélio Teixeira, sumiu do mapa, notamos uma coincidência em textos sobre os nossos políticos com o de Milton Ivan Heller sobre Aníbal Curi e que andou, como no caso do anteriormente referido, em algumas poucas mãos. Um fato para dizer o mínimo estranho quando tanto se discute a questão das autorizações em biografias, e que em ambos os casos era obviamente consentida, de não haver acesso massivo à obra, embora a importância desses dois personagens na reconstituição histórica do Paraná.
É, aliás, muito pobre a literatura regional específica sobre governadores e todas, inclusive a feita em dois volumes sobre Moisés Lupion, com essa marca da pouca circulação, normalmente entre cultores e amigos do biografado, como o fôra a feita por Raul Vaz em postura também defensiva do personagem.
Exceção é a obra do jornalista e historiador Vanderlei Rebelo, a respeito de duas da maiores figuras da política paranaense e com expressão nacional, justamente Bento Munhoz da Rocha e Ney Braga, as duas editadas pela Imprensa Oficial em 2004-2005: "Ney Braga- a política como arte" e "Bento Munhoz da Rocha - o intelectual na correnteza política". Recentemente tivemos o livro de Walter Werner Schmidt e Adolho de Oliveira Franco Júnior sobre "Adolpho de Oliveira Franco - Advogado do Paraná".
Nosso maior crítico (e do País em análise literária) Wilson Martins acha que uma das carências dessa área é não existir um trabalho sistemático em torno de Manoel Ribas, cuja lembrança, oralizada, predomina mais no tom anedótico do que nos verdadeiros feitos do seu tempo, como o de tentar unir fisicamente o Paraná com a Estrada do Cerne e fazer da nossa rede escolar uma das mais completas do País e sustentar a vanguarda de ciência e tecnologia no IBPT, Instituto de Biologia e Pesquisas Tecnológicas.

"Lava jato" ejetada?
A decisão do ministro Teori Zavascki em liberar os presos da operação "Lava Jato" e transferir o processo ao STF, pela circunstância de nele envolver-se o paranaense André Vargas, não detém as investigações da Polícia Federal e por isso não neutraliza, a despeito da sua relevância, os efeitos políticos daí decorrentes e que atinge ministérios e estatais, notadamente a Petrobras. Já a CPI da Petrobras opera em consonância ao desejo da maioria, que é o de levá-la a lugar nenhum, o que não a exclui também da plataforma eleitoral.

Piche
Análise feita por associação de defesa do consumidor de São Paulo aponta as patologias de 14 aeroportos a operarem na Copa, no qual o nosso, o de Afonso Pena, aparece com destaque negativo.

Previdência
A parte ocupada do Edifício Caetano Munhoz da Rocha, a dos primeiros andares, é pela Defensoria Pública e faz parte do fundo imobiliário da ParanaPrevidência, como também o prédio da Marechal Deodoro já ocupado pela Diretoria da Polícia Civil, que serviu também o setor de saúde, hoje fechado e sem uso. Isso é a propósito dos despejos que ameaçam a Secretaria de Segurança e a Polícia Militar.

Folclore
Quem manda na Sanepar agora com o domínio sobre três diretorias é a Andrade Gutierrez. Comentário de acionista distante: antes eles do que o Ezequias, que já foi diretor de Relações com o Mercado.

Um marco
À cada greve no Hospital de Clínicas a necessidade da lembrança da omissão de ministros paranaenses (três na Saúde, três na Educação) que poderiam ter evitado que o nosso hospital-escola fosse o único sem verbas federais. Tudo é "band-aid" como a conciliação de ontem no TRT, apesar da boa intenção, pois teremos novas tensões. Dezenas de famílias do interior se frustraram com o bloqueio no HC, drama que se repete como enervante rotina.

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