LUIZ GERALDO MAZZA
O ardor negativo
Londrina acompanha com preocupação os indicadores de sua queda em produção, consumo, no seu posicionamento, enfim, em âmbito regional e nacional. Sua incontestada condição de segundo maior polo urbano a obriga a fazer desse exercício de queda, por mais discreto que seja, um convite à reflexão. E pergunta-se: a nossa feira agropecuária ganha em movimento financeiro da de Cascavel com seu Show Rural?
Justamente quando temos como governador alguém da terra era de esperar-se não um tratamento privilegiado, o que seria provinciano demais, mas de atenção para que a cidade não sofresse perdas significativas em sua posição relativa às demais de porte semelhante. E temos em nosso jornal dado tanto destaque a esses registros de declínio que dá até a impressão de um exercício de sadomasoquismo (que começa com a perda para Joinville na demografia) como se quanto piores o dado e a referência mais motivos para destaque. Na verdade, é um apelo à reflexão lançado a instituições e ao conjunto da sociedade: estaríamos fora das cobranças cabíveis ou elas envolvem a todos de uma forma radical?
Agora, a divulgação do Índice de Qualidade Mercadológica (IQM) mostra a capital, Maringá, Cascavel e São José dos Pinhais à sua frente em atração para negócios. Esse tema - o das disparidades regionais - deveria ser a preocupação constante do governo, ainda mais quando aposta (e faz disso o melhor aspecto de sua gestão atual) na atração de investimentos do Paraná Competitivo. Nem aí vamos lá muito bem como percebemos na assinatura de protocolos de intenção que se espalham pelo Estado, dominantemente no eixo industrial Curitiba-Ponta Grossa, mas passam distante do nosso território. É tão legítimo Beto Richa cobrar a omissão dos nossos ministros, por serem da terra, nas pendências de interesse provincial, como a região fazê-lo em relação a ele nesse caso específico, até pelo cordão umbilical lá plantado.
Apagão
Copel negou risco de apagão, registrado em documento da Aneel de que haveria 13 obras atrasadas. A empresa merece credibilidade, mas se houver velas no armazém perto de casa convém comprá-las.
Dois ao menos
Esperava-se mais paranaenses na convocação de Felipão como Miranda, Rafinha e Adriano, mas pintaram pelo menos dois: Henrique, ex-coxa e ex-Palmeiras, e Fernandinho, ex-Atlético e do norte paranaense. E o presidente coxa, Wilson Andrade, o Peabiru, na chefia da delegação.
Cobranças
Apesar dos investimentos inegáveis e reforço nos efetivos das polícias civil e militar, o setor de segurança continua vulnerável como se vê na audiência dos envolvidos na tortura em Colombo. A extinção da Delegacia de Homicídios, foco desse desastre ligado ao crime da menina Tayná, e sua substituição por uma Divisão de Homicídios, ainda mais numa quadra financeira negativa, não é fator suficiente para devolver ao público o perdido sentimento de segurança.
Alerta
Temerosos dos boatos em rede social, como se deu em São Paulo, o Ministério Público está alertando a população de Matinhos para não dar corda a um caso de suposta sequestradora de criança. Guaratuba até hoje paga por um situação concreta de supostas bruxarias e desaparecimento de crianças.
Jogo teste
Jogo teste da Fifa na Arena da Baixada, dia 14, Atlético x Corinthians.
Folclore
De repente o governador Paulo Pimentel aparece em Barbosa Ferraz e o prefeito Arnaldo Coneglian saca um frase em faixa para recepcioná-lo à entrada da cidade: "Ao rei, a coroa; ao líder do povo, o chapéu de palha". Chapéu de palha foi o símbolo da campanha eleitoral para identificar Paulo com o povo da região para neutralizar o "Zé Ninguém" da oposição.





