Saiu a grana
Os R$ 817 milhões do Proinvest saíram ontem por ato do ministro Guido Mantega, que a bravata oficial ameaçava de prisão. É dinheiro carimbado que por se tratar de só aplicável em infraestrutura irrigará provavelmente o terreno misterioso das nossas concessões de pedágio, cuja contabilidade ninguém conhece, mesmo o Judiciário, que já chiou a respeito e exigiu clareza. Saiu esse, que era realmente uma discriminação contra a qual o governador reagiu tardiamente mas em tempo de evitar o pior. E certamente virão outros se órgãos federais como a Advocacia Geral da União lubrificarem as vias da STN, Secretaria do Tesouro Nacional. Com o reajuste do funcionalismo, mais acordos como o dos professores, é possível que o limite prudencial de gastos tenha sido, outra vez, ultrapassado. E os vetos podem retornar, já que um dos mais graves deles, o dos dispêndios orçamentários em saúde, pelo segundo exercício desrespeitado, foi alvo de uma química em que o governo abriu um crédito de R$ 900 milhões para o ajuste orçamentário neste exercício. O governador vai continuar batendo nos ministros paranaenses como se eles e não o seu governo houvessem transgredido a Lei de Responsabilidade Fiscal. Cabe aqui uma observação: da mesma maneira que ele atribui aos ministros as nossas desditas, Londrina pode se queixar de ter perdido posição como no caso do consumo nacional, entre outros referenciais, sem falar em crescimento industrial, em relação a Maringá e isso no seu governo, embora londrinense. É que o maringaense Sílvio Barros, muito prestigiado pelo governador, tanto política como administrativamente, comandou as operações na área dos investimentos e vestiu ardorosamente a camisa de sua cidade.

Clínicas
Hospital de Clínicas retorna à greve. Não é notícia porque isso é habitual.

Cinco anos
Outro dia o Brasil se surpreendeu com o julgamento de Collor 20 anos depois dos incidentes. Aceitamos como fatalidade a delonga do Judiciário e também a assimilamos como normal. Como é o fato de hoje estarmos celebrando os cinco anos do homicídio de dois jovens praticado pelo então deputado Ribas Carli ao dirigir de forma irresponsável o seu automóvel e até agora não julgado.

Gravíssimo
A denúncia de que o prefeito Gustavo Fruet permitiu que o setor público não interviesse na coordenação do metrô, feita pelos presidentes do Crea e do CAU, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Conselho de Arquitetura e Urbanismo, é chocante. É privatização para ninguém botar defeito, embora não tenha sido por isso, mas por puro vandalismo, que lançaram um vaso sanitário, uma privada, contra o portal da prefeitura. Como é que pode a cidade que gerou modelos como o do transporte público e da política de usos de solos tornar-se leiga num assunto de sua soberania? Parece coisa da Fifa.

No meio das pernas
Enquanto nos arrastamos nos pibinhos, o Paraguai, segundo Fábio Campana, abriu-se para o mundo e cresceu 16% em 2013. Bola no meio das canetas.

Folclore
A ameaça de prisão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, parece ter sido dita ao público interno. Aliás, o tom do "prendo, arrebento" decalcado do presidente Figueiredo já havia sido usado contra o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ainda mais depois das liminares do STF. O Paraná padece por falar pra dentro, regougar, resmungar. Aquilo que Requião dizia de Osmar Dias em Curitiba era tigrão e em Brasília tchuchuca.

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