Haja Defesa Civil
Ainda nesses últimos dias deu para perceber como somos vulneráveis a cheias e desastres naturais com 11 municípios paranaenses atingidos e nada menos de 2 mil desabrigados. Agora tanto a Prefeitura de Curitiba como a de Londrina procuram adotar medidas preventivas para evitar o transbordo de represas como se deu com a do Igapó ao norte e as dos parques curitibanos que controlam a vasão dos rios.
É o mínimo preventivo que se pode esperar já que de 2002 a 2013 nada menos de 370 dos 399 municípios do Paraná foram severamente atingidos por tempestades, vendavais, inundações e deslizamentos que deixaram 194 mil desabrigados, 128 mortos e geraram prejuízos de R$ 12,4 bilhões ao erário. Como as medidas em andamento, necessárias mas sabidamente insuficientes, percebe-se que o drama passa a ser da Defesa Civil nem sempre devidamente aparelhada para agir.
Para expor a deficiência do atendimento estadual basta referir o episódio dos deslizamentos e cheias do litoral, região do Morro Inglês, Alexandra, ocorrido há quase três anos e até hoje com suas pontes e estradas não reconstruídas.

Violência
A sociedade está de tal forma permeável a violência que ela se dá inclusive nos meios policiais como nos casos do agente que matou a namorada depois de algemá-la e agora mais recentemente no do PM que lançou a esposa do carro em movimento. É perceptível no cotidiano essa marcha para a incivilidade e que se torna mais aguda em momentos de tensão como nos das manifestações públicas na guerra dos morros do Rio ou nas celebrações do 1º de Maio em São Paulo.

Crise 1
A força tarefa da polícia civil em Fazenda Rio Grande está apurando no exame dos 5 mil processos coisas incríveis como a de um assassinato de duas pessoas ocorrido em 4 de maio de 2010 e que na reconstituição do episódio e das testemunhas se apurou que o pessoal do narcotráfico altera números das residências. A equipe de 12 policiais não está recebendo as diárias de R$ 57 e o setor administrativo indica que inexiste previsão para tal, prova da situação de penúria a que chegou a situação financeira do governo.

Crise 2
Em sete cidades do Paraná desde julho do ano passado fecharam os seus hospitais e isso é parte do deficit do setor já evidenciado no fato de que por dois exercícios deixamos de cumprir a exigência constitucional do 12% em saúde, uma das causas mais fortes do bloqueio da STN, Secretaria do Tesouro Nacional, na questão de empréstimos e repasses. Malandramente o governo faz de sua falta, da sua omissão, um argumento eleitoral contra a União, apontando-a como a causa de tudo.
Outro detalhe da deficiência: o Paraná é uma das unidades federativas que têm menor número de leitos disponíveis no SUS.

Raiva
Felizmente a área de zooneses do município localizou os dois homens que chegaram a tocar num morcego contaminado pela raiva e foram devidamente medicados. Em passado não distante o Paraná detinha um modelo de imunização contra a raiva canina com o suporte do IBPT, Instituto de Biologia e Pesquisas Tecnológicas, hoje Tecpar (aliás sem aquela expressão), que as produzia.

Folclore
Quando foi inaugurada a estrada do Cerne, ligação pioneira entre o norte e o sul do Paraná, tocada por Manoel Ribas, um dos participantes do ato reclamou da estreiteza da estrada e de ser tão sinuosa. Maneco Facão soube da crítica e sugeriu que quando o pai do crítico fosse governador ele poderia alargá-la e até fazer algum paisagismo como um canteiro verde no meio da pista.

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