Mensalão, fichinha
Como retomaram as apurações em torno dos feitos de Alberto Youssef em chunchos da terra como a CC5-Banestado e o da Copel-Olvepar, o primeiro em bilhões de dólares (significou cadeia para muita gente, bloqueio em contas bancárias) em operação internacional e o segundo num alcance de R$ 250 milhões descobre-se a obviedade de que os dois superam de longe o mensalão, diante dos quais o feito do PT e aliados, apesar dos seus efeitos políticos arrasadores, é coisa de amador.

Tudo no governo Jaime Lerner e se deu sem contaminar a figura do governador, embora o estrago em figuras de nossa mais alta sociedade, o fim de um banco regional (Araucária), em função da CC5 e o segundo meio empacado no cipoal do Judiciário sem uma explicação razoável. Do doleiro Youssef não se pode dizer o ditado "dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és" por se tratar de uma pessoa tecnicamente objetiva, um gênio para lavagem de dinheiro porque atende gregos e troianos, normandos e saxões, guelfos e guibelinos.

E a despesa?
O secretário da Fazenda, Luis Eduardo Sebastiani, lançou ontem um concurso para estimular o pedido de notas fiscais por parte do contribuinte. Cálculo da sonegação é de 30% só por essa razão, a desatenção do comprador. Evidência da crise em que se envolveu o Paraná, timbrado como mau pagador. Ocorre que se é bom a receita subir (temeridade em ano eleitoral), urge cuidar da despesa. Além do pagamento obrigatório das cotas referentes ao saneamento do Banestado e de outros compromissos normais, juntando-se a eles os tais empréstimos até então barrados na STN de agora, percebe-se alto comprometimento reforçado pela dilação do ICMS dos investimentos nacionais e estrangeiros. Se a prodigalidade continuar, como até aqui, será um troco de seis por meia dúzia na guerra fiscal. E o aumento da arrecadação será descompensado no governo atual, já ocorrido em três exercícios, pelo seguinte: crescimento da receita em progressão aritmética e das despesas em progressão geométrica. Nem com milagre se fecha a conta.

Como no caso de Dilma Rousseff, o futuro de Beto Richa é perverso, ainda que asseguradas ambas as reeleições.

Comissão à granel
Agora a Câmara Municipal de Curitiba quer uma comissão para acompanhar os desdobramentos da CPI, isso é seus efeitos administrativos e judiciais. A Câmara em décadas, pela maioria dos seus membros, calou porque era concessiva nas relações na área do transporte coletivo. Questão chave é a seguinte: a licitação de Beto Richa é inteiramente legal ou tem vícios irremediáveis. Isso até o prefeito Fruet gostaria de saber para ter liberdade de ação.

Mais crédito
A pretexto de acertar o ajuste constitucional dos 12% na saúde, abre-se crédito de R$ 900 milhões no Legislativo. É tanto e de onde vem o maná?

Sacoleiros
Polícia paulista prendeu em Curitiba e São José dos Pinhais quadrilha de assaltantes de sacoleiros. Parece cavalaria americana em faroeste para garantir o final feliz da história.

Folclore
Deputados se divertiam com uma gravação do senador Requião apoiando André Vargas e a distribuíam na Assembleia e acrescentavam: "comeu óleo de mamona de novo, antes com Lula e agora com o deputado petista". Mamona é também combustível que levará o senador ao espaço sideral das pesquisas, dizem seus inimigos agora betistas de carteirinha.

Mais gastos
Vem aí o auxílio moradia de juízes e desembargadores, depois vem o aumento geral dos servidores de 7% em maio: represados estão os 33% de hora atividade dos professores, a demanda dos guardas de presídio, dos delegados de polícia, o reenquadramento de professores. Não há como evitar a ultrapassagem do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal outra vez. Reincidência contumaz.

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